Ericsson vai entregar redes 4G baseadas em main remote


A Ericsson garantiu espaço nas redes LTE 4G em três das quatro grandes operadoras – Oi, Claro e Vivo – com projetos baseados principalmente em soluções main remote, explica o diretor de banda larga móvel para a América Latina, Clayton Cruz. O executivo está de malas prontas para voltar a morar no Brasil em dezembro e a mudança de ares tem a ver com o momento do país: estará mais perto da implementação das redes de nova geração no país.

Por meio da tecnologia main remote a Ericsson densificará a rede das operadoras. Em uma mesma baseband é possível colocar até seis rádios há uma distância de 6km. “É o suficiente para atender as necessidades de áreas urbanas. É parte da nossa oferta de rede 4G”, explica Cruz. O aumento da densidade das rede é um três pilares da estratégia da fornecedora de equipamentos de rede.

O segundo pilar está na entrega de capacidade maior, com a infraestrutura instalada das operadoras. “Existem 55 mil sites de redes móveis no Brasil, sendo cerca de 26 mil 3G. “Otimizando rede e colocando inteligência, features para que a rede gerencie melhor o tráfego dos smartphones, entregamos maior capacidade. Eu mesmo participei de um projeto em que apenas instalando softwares a empresa ganhou 25% mais capacidade em um site”, diz Cruz.

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A terceira vertente dos projetos é inserir smallcells na rede com coordenação de rádio frequência, para interoperar com o restante da infraestrutura. Segundo a empresa, se uma operadora tiver uma camada de smallcells sem coordenação, serão necessárias nove delas para cada rádio base atual. Com coordenação, é possível baixar este número para três. “Idéia de que uma solução femtocell é muito barata, talvez seja equivocada porque vai precisar de mais coisas. A femtocell deve ser usada para problemas pontuais”, afirma Cruz. A estimativa da empresa é que as operadoras brasileiras necessitem instalar cerca de 75 mil smallcells até 2017, três smallcells para cada site.

Para entregar as redes LTE 4G, explica Cruz, a Ericsson dispõe de capacidade instalada em sua fábrica para produzir 40 mil ERBs por ano, 6 mil funcionários diretos e mais 6 mil indiretos para fazer o roll out e entregar cinco mil sites LTE por mês. Um número alto, considerados os números de sites LTE divulgados pelas operadoras até o momento: 4,7 mil da Telefônica/Vivo, sendo cerca de 2,7 mil da Ericsson e 2 mil da Huawei, e 2,7 mil da Oi, que não informou participação de mercado. A Claro não informou número de sites e a TIM ainda não se pronunciou sobre a instalação do 4G. Mas este volume precisa ser entregue até abril de 2013, quando as seis cidades-sede da Copa das Confederações precisam estar cobertas.

Além disso, a Ericsson pretende expandir sua participação nas redes da América Latino, enquanto os paises avançam na implementação do 4G. “Este é o ano das grandes decisões de LTE na América Latina. Temos contratos muito importantes sendo fechados que mostram que não somos grandes apenas no Brasil, mas também na América Latina. Em 3G temos cerca de 40% de participação e temos missão de ganhar mercado. Os resultados que vemos hoje são prova de que estamos no bom caminho”.

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