Ericsson tem novo prejuízo e amplia cortes


A Ericsson divulgou hoje, 18, o resultado financeiro para o segundo trimestre do ano. E não foi bom. A empresa amargou novo prejuízo de US$ 120,4 milhões, dando sequência ao resultado negativo do primeiro trimestre. Neste ano, as perdas já chegam a US$ 1,4 bilhão. As receitas caíram 8%, para o equivalente a US$ 6 bilhões.

O Brasil apareceu como um dado positivo no balanço. Embora a companhia não dê os números locais, diz que o país cresceu em receitas. A região da América Latina, no entanto, encolheu 11%. África e Oriente Médio diminuíram 17%. América do Norte, 7%. Norte e Leste Asiático, 3%. No resto do mundo, não houve nem queda, nem crescimento.

Segundo a empresa, o desempenho foi ruim devido à redução de investimentos, por parte das operadoras mundo afora, em software para redes. Especialmente na China e na Índia. O segmento encolheu 14% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2016. Já as vendas com soluções em TI e Nuvem caíram 10%. Além da menor procura, a empresa registrou encolhimento das margens em todas as áreas.

Em resposta ao baixo desempenho, o CEO da empresa, Börje Ekholm se disse insatisfeito. Por isso, vai aprofundar cortes e reduzir custos, inclusive em pesquisa e desenvolvimento. Deve, ainda, vender ativos, como parte do novo plano de reestruturação, que prevê redução de US$ 1,2 bilhão dos custos operacionais. Para o ano, ampliou a perspectiva negativa de redução das vendas de equipamentos para redes móveis: o encolhimento deve ser próximo de 10%, antes previsão anterior de no máximo 6%.

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