Ericsson registra prejuízo no 2º tri


A Ericsson reportou queda de 1% nas receitas no segundo trimestre deste ano e novo prejuízo líquido. A fabricante de equipamentos para redes móveis registrou receitas de 49,8 bilhões de coroas suecas (equivalente a US$ 5,6 bilhões). As perdas foram de US$ 203 milhões, quase quatro vezes maiores que um ano antes.

O CEO da companhia, Borje Ekholm, declarou que a empresa segue com a estratégia de corte de custos a fim de retomar o lucro. Sua meta, destacou, é alcançar margem operacional de 10% em 2020. Atualmente, a cifra é de 4,1%.

Para ele, o prejuízo esconde uma evolução que considera importante: o aumento da margem bruta e o crescimento da divisão de redes, principal negócio da companhia. A margem bruta passou de 31% para 37% no período, enquanto o segmento de redes cresceu 2%.

O executivo diz que começam vendas de equipamentos 5G começam a ganhar terreno, em modelo de negócio baseado na redução de custos operacionais do cliente. A empresa vai continuar a investir principalmente no desenvolvimento de soluções para a quinta geração de redes móveis. Sua expectativa é que o atual portfólio de equipamentos 4G, mas aptos a migrar para 5G, caia nas graças das operadoras. “Tivemos uma boa tração em redes, especialmente na América do Norte, onde todas as grande operadoras estão se preparando para a 5G”, diz.

Ele também confia no aumento da demanda por tecnologias para internet das coisas. “Vemos aumento do interesse na nossa plataforma de conectividade. Mas as vendas ainda estão baixas”, reconhece. A unidade de mídia, rebatizada para MediaKind, ainda aparece nesse balanço como integralmente da Ericsson, e com prejuízo. O desinvestimento na divisão deve acontecer até o final de setembro.

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