Ericsson planeja investir R$ 110 milhões em P&D neste ano, no Brasil


O Ministro das Comunicações, André Figueiredo, visita o Laboratório da Sociedade Conectada, da Ericsson
O Ministro das Comunicações, André Figueiredo (de terno cinza), visita o Laboratório da Sociedade Conectada, da Ericsson

A Ericsson, fornecedora de infraestrutura de telecomunicações, pretende investir R$ 110 milhões em P&D no Brasil neste ano. A companhia sueca inaugurou hoje, 29, em Indaiatuba, no interior de São Paulo, um novo laboratório focado no desenvolvimento de soluções e do ecossistema de internet das coisas.

Este laboratório, que integra o complexo de inovação da empresa na cidade, recebeu aporte de R$ 2 milhões e contará com equipe de 20 pesquisadores. A iniciativa tem, ainda, apoio do Ministério das Comunicações, que contribuirá com a articulação de diferentes instituições de governo e de educação federais para realizarem pesquisas em conjunto. A iniciativa foi batizada de Laboratório das Sociedade Conectada.

Nos últimos 15 anos, a Ericsson investiu cerca de R$$ 1 bilhão em P&D na América Latina. Além de laboratórios próprios, a companhia realiza parcerias com universidades públicas ou particulares. No momento, além de novas tecnologias em internet das coisas, a empresa tem acordo para pesquisa em 5G, banda larga, computação em nuvem.

“A gente tem diferentes horizontes. Quando a gente fala em 5G, falamos em UFCE, USP e Unicamp. Temos parcerias também com UFPA no desenvolvimento do RadioDot, de banda larga sobre fibra e cobre, e também com a PUC-RJ. O pessoal da UFPE trabalha com redes de conteúdo distribuído. Em computação em nuvem, temos parceria com a Universidade de Campina Grande, instituição que mais produziu linhas de código no assunto, no mundo”, elenca Edvaldo Santos, diretor de inovação da Ericsson no Brasil.

O novo laboratório tem o objetivo de “horizontalizar” a pesquisa em IoT no país, segundo Santos. A intenção é criar uma plataforma de desenvolvimento que possa ser acessada por diferentes atores para criar aplicações com diversas finalidades, formando um amplo ecossistema nacional em IoT. Inicialmente, há projetos tocados em gestão da água, agricultura, preservação florestal, prevenção de desastres e monitoramento.

Também foi lançada a IoT Accelerator, plataforma onde os clientes de setores como segurança, serviços públicos, transporte e cidades inteligentes podem se conectar com seus parceiros e rentabilizar as suas soluções.

A inauguração do espaço contou com a presença do ministro das comunicações, André Figueiredo. No evento, o político falou que pretende impedir as operadoras de telecomunicações deixem de oferecer pacotes de banda larga com internet ilimitada e deu mais detalhes sobre o novo programa de massificação da internet no país, o Brasil Inteligente, que deve ter recursos de Funttel, leilões de espectro e contrapartidas de concessionárias de telecom.

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