Ericsson pagará US$ 1 bilhão em multas nos EUA


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A fabricante sueca para equipamentos de rede Ericsson fechou acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para encerrar um processo criminal aberto contra a empresa, em que era acusada de subornar autoridades em outros países para vencer licitações e falsificar declarações contábeis entre 2000 e 2016.

Ao todo, a companhia vai pagar US$ 1,06 bilhão (equivalente a R$ 4,38 bilhões) para resolver a questão. O valor já foi incluído nas provisões de despesas pela companhia no balanço financeiro do terceiro trimestre, e terá impacto no fluxo de caixa do quarto trimestre.

Segundo comunicado oficial da fabricante, US$ 520,6 milhões serão pagos ao Departamento de Justiça em acordo que envolve o pagamento de suborno no Djibouti, país localizado no nordeste africano. Parte das acusações também apontavam violação da lei anti-corrupção dos EUA na China, na Indonésia, no Kuwait e no Vietnã.

Outra multa será paga à SEC, xerife do mercado de capitais norte-americana. Neste caso, US$ 458,38 milhões, também em função de violações à lei anti-corrupção dos EUA, juntamente com juros de US$ 81,54 milhões. Neste caso, as violações se deram no Djibouti, na China e na Arábia Saudita.

O acordo prevê ainda que a Ericsson crie um comitê de conformidade independente, que deverá ser mantido por três anos. Ao mesmo tempo, deverá reformar e fortalecer sue programa interno de ética e conformidade. As acusações serão retiradas apenas ao fim deste período, em que haverá acompanhamento das autoridades norte-americanas. O acerto foi divulgado na noite de sexta-feira, 6. As investigações na SEC começaram em 2013, e no Departamento de Justiça, em 2015.

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