Ericsson já instalou 300 mil rádios “5G Ready” no Brasil


Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson do Brasil e Cone Sul

A fabricante de equipamentos de rede Ericsson já fabricou em instalou 300 mil rádios “5G Ready” no Brasil. Segundo a empresa, significa que há essa quantidade de rádios que poderá, com uma atualização de software, ser integrados às futuras redes móveis de quinta geração.

Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, diz que a empresa tem visto movimento das operadoras locais em quatro vertentes para exploração da 5G: banda larga móvel, que deve ser o primeiro e principal uso de todas; o FWA, que a entrega de banda larga fixa pela tecnologia móvel; e aplicações de internet das coisas massivas ou para missão crítica.

O tempo para que a 5G se massifique no país ainda depende de quanto será o leilão da Anatel para novas frequências. Mas partes de grandes cidades poderão experimentar já em 2020 ou começo de 2021. “O processo pode exigir alguns meses para limpar uma parte ou outra do espectro. Acredito que a gente pode ver 5G no fim do ano que vem em algumas cidades, ou em 2021, se o leilão for mantido até março”, disse, embora dentro da Anatel já não se acredita mais nesse prazo.

Assim como Leonardo Capdeville, o CTO da TIM, Ricotta defendeu um leilão de baixo custo e com obrigações que não atravanquem a implementação da tecnologia. ”O dinheiro é um só: ou vai pra frequência ou pra infraestrutura. Levando em consideração a renda per capita, o custo do espectro no Brasil é o mais caro do mundo, comparando com 40 países. As operadoras gastam bilhões para comprar frequência, e obviamente isso poderia ser revertido no campo, nas escolas, nas cidades. Cada vez que tem o shift tecnológico, gera impostos sobre aparelhos, rádios”, defendeu. O executivo participou ontem, 5, do lançamento do laboratório 5G criado em parceria com TIM no Inatel, em Santa Rita do Sapucaí (MG).

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