Ericsson expande capacidade de produção no Brasil


A Ericsson inaugurou hoje, 13, uma nova linha de módulos eletrônicos para estações radiobase 2G/3G em sua fábrica de São José dos Campos, SP. A expansão, com investimentos de R$ 10 milhões, cobrirá a demanda não só do Brasil mas de outros países da América Latina, atendidos pela subsidiária brasileira. “Nossa produção de estações radiobase este ano chegará a 40 mil unidades, contra 19 mil em 2010 e 4 mil em 2008. E, em 2012, iniciamos a produção de equipamentos para LTE”, anunciou Sérgio Quiroga, presidente da Ericsson para América Latina e Caribe, na solenidade de inauguração. Além de ERBs, usadas na transmissão, a fábrica produz equipamentos de acesso e do core da rede. A solenidade teve as presenças dos ministros Paulo Bernardo, das Comunicações; e Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, além do presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, e de representantes do governo estadual e do município.

Quiroga destacou que os investimentos da Ericsson no país, nos últimos dez anos, somaram R$ 1 bilhão, a maior parte, R$ 850 milhões, no centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, instalado em Indaiatuba, interior de São Paulo. Segundo ele, o centro exportou US$ 300 milhões em software nos últimos anos. Os R$ 150 milhões investidos na fábrica de São José nos últimos anos foram para automação e inovação, o que deu à subsidiária brasileira condições de competir com a fábrica da empresa na China, assegurou Quiroga. “Nossa competitividade se deve a um conjunto de fatores: automação, produtividade e eficiência pessoal”, completou Wellington Castro, vice-presidente de Produção da Ericsson para América Latina e Caribe. Ele está contratando 200 funcionários para a nova linha. No total, a fábrica passa a ter mil empregados, dos sete mil funcionários da companhia no país. Além de Brasil e China, a Ericsson tem fábricas instaladas na Estônica, Índia e na Suécia, país sede da empresa.

Segundo Quiroga, além do aumento da demanda por equipamentos para redes móveis no Brasil, países como México, Chile e Argentina estão com o mercado bastante aquecido. Cerca de 50% do que a Ericsson produz no Brasil são exportados para os países da América do Sul, México e Caribe. “Exportamos um grande volume também para os Estados Unidos”, destacou o presidente da Ericsson para a região.

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