Ericsson cria nova unidade de P&D com foco em cidades inteligentes


A Ericsson espera iniciar até o final de abril as atividades de sua nova unidade de pesquisa e desenvolvimento no Brasil, que vai ser focada nas áreas de conectividade, inclusive de máquina a máquina, e cidades inteligentes. Para criar essa unidade, que vai contar com vinte a trinta pesquisadores, a empresa alugou uma área de 400 metros quadrados no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), cidade onde já tem instalada sua fábrica de estações radiobase.

Segundo Lourenço Coelho, vice-presidente de Estratégia de Marketing para a América Latina e Caribe da empresa, as três áreas que serão cobertas pela nova unidade de P&D são áreas importantes para o desenvolvimento futuro das comunicações no Brasil e são áreas estratégicas para a Ericsson em nível mundial. “É só lembrar que a previsão é de que em 2020 o Brasil conte com dois bilhões de dispositivos conectados, de utilidades domésticas a carros”, diz.

Ecossistema

A unidade de São José dos Campos será a quarta unidade própria de P&D que a Ericsson mantém no Brasil. A maior está localizada em Indaituba, no interior de São Paulo, onde o foco do trabalho está no desenvolvimento da arquitetura de rede para entrega de comunicação multimídia em protocolo IP (IMS). Na unidade de Santo Amaro, na Capital, 90 engenheiros trabalham com software para sistemas de cobrança e de rede inteligente. No Rio de Janeiro, uma equipe de 25 pessoas está envolvida com sistemas de tarifação e gerenciamento de receita, também objeto dos 30 engenheiros alocados em Salvador, na Bahia, só que trabalhando com outra plataforma.

A Ericsson, que desde 1970 iniciou as atividades de pesquisa no Brasil – sua atividade industrial deu partida em 1955 –, envolve em seu ecossistema de P&D perto de 500 pessoas. Além das unidades próprias, Coelho lembra que a empresa, como contrapartida aos incentivos da Lei de Informática, aplica também em centros de pesquisas e universidades. Entre os centros de pesquisa parceiros estão a CPqD, a Fitec, o Venturus e o Inatel.

 

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