Ericsson coloca o Brasil no centro da estratégia de criação de software


A Ericsson vê o Brasil como fundamental para a expansão dos negócios em software no mercado mundial. A companhia, principal fornecedora de equipamentos, serviços e software para operadoras de telecomunicações, não encara os momentos político e econômico como determinantes para alterar os investimentos de longo prazo realizados por aqui. Anuncia, inclusive, que vai dobrar da força de trabalho do time de pesquisa no país em determinadas áreas.

“É um momento desafiador. Mas estamos no Brasil há 91 anos, na América Latina há 120 anos. Sabemos como a região se comporta, conhecemos seus altos e baixos”, diz Jan Wäreby, vice-presidente sênior e head de vendas. O executivo, e uma comitiva de outros líderes globais da empresa sueca, estiveram nesta semana em São Paulo para, entre outras coisas, analisar de perto a situação brasileira, e conversou com o Tele.Síntese.

Segundo Wäreby, o país ganha importância global com os resultados que o centro de pesquisa da empresa, localizado em Indaiatuba (SP), vem apresentando em software. Para ele, a MP 694, que modifica a Lei do Bem, alterando as deduções tributárias de empresas que investem em pesquisa em 2016, não exige que a Ericsson freie as iniciativas locais. “Ainda estamos planejando, mas ao olhar em termos mundiais, não há mudança em nossa estratégia de presença no Brasil”, frisa.

Ele afirma que a Ericsson pretende contratar 2,5 mil pessoas para os setores de software, qualidade de rede e mídia na América Latina, dobrando a força de trabalho nestes segmentos até 2020. Mais da metade dos novos quadros ficarão no Brasil. Atualmente existem 1,2 mil pessoas dedicadas apenas ao desenvolvimento de software na região. Apenas para desenvolvimento de OSS/BSS serão 1 mil novos especialistas. Em em TV e mídia, mais 60.

A Ericsson cogita, ainda, implantar um Centro de Serviços Globais no país. Por enquanto, há apenas uma unidade dessas na América Latina, localizada no México. Ali trabalham 3 mil funcionários. Por aqui, a criação do centro facilitaria a oferta e operação de serviços de OSS/BSS, pesquisados em Indaiatuba.

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