Sem tratar a informação, as câmeras das cidades são cegas, alerta Alexandre Paiva


Gravações de vídeo de várias câmeras, em diferentes intervalos de tempo, podem ser analisadas em uma questão de minutos, uma vez que o sistema da empresa filtra automaticamente 95% das imagens irrelevantes. Além de alcançar tempos de resposta mais rápidos, as organizações podem restaurar suas operações normais mais rapidamente.

Alexandre Paiva, diretor NICE_Criar sistemas de segurança é a especialidade da empresa israelense Nice. Há vários anos no Brasil, a empresa assistiu no ano passado ao forte investimento feito por muitas prefeituras para instalar centros de controle e câmeras de vídeo em suas ruas e avenidas. Mas, alerta o diretor de segurança para o Cone Sul da empresa, Alexandre Paiva, se imagens ficarem apenas arquivadas, na verdade, estas câmaras são cegas. “Agora, É preciso analisar esta enxurrada de dados que está sendo coletada”, defende.

Tele.Síntese – Qual a origem da Nice?

Alexandre Paiva – É uma empresa israelense. E, por ser de lá, começou na área bélica, com sistemas para o exército israelense. Hoje é fornecedora mundial de soluções de software que permitem às organizações combater crimes financeiros e proteger pessoas e ativos. As soluções da NICE habilitam a captura, análise e aplicação, em tempo real, dos insights obtidos a partir de dados estruturados e não-estruturados da plataforma big data.  Já tem 30 anos.

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Tele.Síntese – E quais são os segmentos em que atua?

Paiva- Tem produtos para três nichos: soluções de  captura e integração de  qualquer tipo de imagem, voz ou dados. Há ainda produtos para o segmento enterprise, que envolve desde operadoras de telecom, a sistemas financeiros, bancos, varejo e que lida com os dados entre cliente e a empresa . O terceiro nicho são os sistemas antifraudes, voltados para as instituições financeiras.  Este último segmento ainda não está presente no Brasil.

Tele.Síntese –  Em épocas de investigação “lava-jato” há um grande mercado para este sistemas de vocês, não?

Paiva – O nosso sistema antifraude financeira é comercializado apenas para instituições privadas, como bancos, e não para governos. Sabemos que há um grande mercado também neste segmento e iremos trazer esses sistemas  para o Brasil ainda este ano.

Tele.Síntese – A segurança pública é um tema recorrente no Brasil. Quais são os desafios?

Paiva – Há muita estrutura crítica para proteger. Desde um prédio público até instituições financeiras. Nossos softwares são globais, mas com soluções específicas para cada segmento como aeroportos, cidades, bancos, lojas, etc.

Tele.Síntese – Assistimos no ano passado a grandes cidades investindo pesado sistemas de vigilância, com câmeras de vídeo, etc

Paiva – Sim. 2014 foi o ano de infraestrutura básica de segurança nas cidades brasileiras.  Foi puxada muita fibra óptica, instalada muitas câmeras de vídeo, implantados alguns centros de proteção e de controle. Agora, é preciso dar sentido a esta enxurrada de dados que está sendo coletada.

Tele.Síntese – Como assim?

Paiva – Este primeiro passo foi dado. Mas não é suficiente. As câmaras têm uma visão única.  Instaladas 10, 20, 30 câmeras, são geradas milhares de imagens. E o que é feito com essas imagens? Se forem só arquivadas, na verdade, estamos falando de câmeras cegas. É preciso tratar  a imagem, usar este grande volume de informações para o a segurança pública. As tecnologias podem permitir que se tome ações rápidas, que sejam feitas avaliações preventivas. Por exemplo, o nosso Suspect Search  localiza e refaze os movimentos de suspeitos, crianças perdidas ou qualquer outro indivíduo de interesse dentro de uma rede de vigilância por vídeo. Gravações de vídeo de várias câmeras, em diferentes intervalos de tempo, podem ser analisadas em uma questão de minutos, uma vez que o sistema filtra automaticamente 95% das imagens irrelevantes.

Sistema Nice

 

 

 

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