Entre medidas de curto prazo, Monteiro promete à Fiesp plano nacional de exportação


Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, a indústria tem demandas de vários tipos, dentro de uma pauta há muito conhecido e consolidada. Mas ele considera que, a principal demanda de curto prazo, é traçar uma política de apoio às exportações, que será traduzida no Plano Nacional de Exportação, em construção pelo Mdic em conjunto com outros ministérios e apoio dos setores industriais privados. O plano deve envolver medidas que combinem melhores condições de financiamento, seguro e garantias e uma política mais ativa para garantir “o acesso dos produtos brasileiros” a determinados mercados. Também estão sendo pensadas medidas de ordem tributária.

Esse foi um dos temas da pauta da reunião realizada ontem (3), no final da tarde, na sede da Fiesp, quando Monteiro apresentou suas ideias e ouviu a contribuição dos representantes de diversos segmentos da indústria. A reunião foi fechada à imprensa e, só no final, Monteiro conversou com os jornalistas. Outro ponto importante da discussão, de acordo com ele, referiu-se às medidas para aumentar a competitividade da indústria.

Câmbio

Provocado a comentar as recentes declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que a competitividade da indústria brasileira não pode se apoiar no câmbio, Monteiro disse que concorda que o câmbio é apenas um dos elementos. Mas disse que o câmbio é um elemento importante que produz desequilíbrio dos preços relativos. “Temos uma economia aberta e é preciso encontrar o equilíbrio correto do câmbio, para que não impacte negativamente a indústria brasileira”, observou.

O ministro disse que ainda é muito cedo para se começar a colher os resultados do ajuste fiscal. No entanto, observou que o déficit da balança de pagamentos de janeiro de 2015, de US$ 3,174 bilhões, foi inferior em US$ 900 milhões ao registrado em janeiro do ano passado.

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