Entre a mobilidade e o saneamento básico


Na Índia, é mais fácil encontrar um telefone celular do que um banheiro. Na África, é mais simples encontrar um equipamento móvel – uma em cada duas pessoas tem um celular –  do que um poço de água. A expansão da telefonia móvel em países com PIB baixo não é fruto apenas do gosto por novas tecnologias, de acordo com a Fundacão Telefónica, mas também do fato de a mobilidade melhorar a qualidade de vida das populações mais empobrecidas. Sem ser fundamental, como água ou saneamento básico, a mobilidade oferece oportunidades difíceis de recusar.

De acordo com dados oficiais do censo de 2011 na Índia, quase metade dos 1.200 milhões que vivem no país não tem banheiro em casa, frente a 53,2% da população que tem telefone celular. Este equipamento oferece a oportunidade de satisfazer muitas necessidades, como se comunicar, aprender, fazer pagamentos e se divertir, diz um estudo da Swedish International Development Corporation Agency. Através de chamadas ou utilizando tecnologia SMS e MMS, os agricultores podem obter informações globais sobre pragas e preços do mercado. Já os jovens oriundos do meio rural que foram para as cidades podem enviar dinheiro a seus pais.

 

Outra grande beneficiada pela mobilidade pode ser a saúde, já que a tecnologia e as mensagens trocadas podem ser usadas, por exemplo, para melhorar a coordenação dos serviços sanitários que se dedicam ao controle da malária na África. Do mesmo modo, os profissionais de saúde podem diagnosticar e consultar dados que ajudem a tratar e diagnosticar epidemias e enfermidades. Além disso, o acesso à informação atualizada e a oportunidade de distribuir rapidamente ideias e opiniões contribuem para que os cidadãos possam se mobilizar. Como ocorreu na Primavera Árabe.

 

(Fonte: Agências internacionais)

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