Entrada da PT na Oi não entusiasma controladores privados


Trata-se de um jogo onde, a não ser a Telefónica, que pretende comprar a participação da Portugal Telecom na Vivo, ninguém mais quer mudar o status quo. Os controladores da Portugal Telecom não querem vender sua posição na Vivo – documento do Conselho de Administração tornado público na semana passada reitera declarações do presidente da …

Trata-se de um jogo onde, a não ser a Telefónica, que pretende comprar a participação da Portugal Telecom na Vivo, ninguém mais quer mudar o status quo. Os controladores da Portugal Telecom não querem vender sua posição na Vivo – documento do Conselho de Administração tornado público na semana passada reitera declarações do presidente da PT, Zeinal Bava, de que a oferta da Telefónica pela parte da PT da Vivo, de 6,5 bilhões de euros, “não reflete o valor estratégico do ativo para a Telefónica”. E os controladores privados da Oi não querem dividir o controle com os portugueses – a participação na Oi seria uma alternativa de investimento da PT caso termine por vender sua parte na Vivo para a Telefónica.

Apesar dos sinais de que os controladores da PT farão tudo o que estiver a seu alcance para que a assembleia de acionistas, marcada para o dia 30 de junho, não aprove a oferta da Telefónica, representantes dos principais acionistas da empresa (grupo Espírito Santo, Caixa Geral de Depósito e grupo Ongoing) têm procurado autoridades brasileiras para discutir o tema Oi, uma vez que o governo, através do BNDES e de fundos de pensão, detém 49% de participação no controle da operadora brasileira.

A ideia da participação da PT na Oi e da Oi na PT, com uma troca de posições, é vista, por alguns agentes do governo, como uma aliança que pode ser estratégica para fortalecer as duas operadoras. Mas essa posição não tem unanimidade. E parece não entusiasmar os controladores privados (Andrade Gutierrez e La Fonte). “Não há negociações em andamento, nem intenção de negociações”, afirma fonte ligada aos controladores privados, na contramão de análises de executivos da própria Oi, que acreditam que uma participação cruzada entre as duas operadoras poderia ser um bom caminho. (Fonte: Tele.Síntese Análise)

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