Encontro Brasil-UE debate oportunidades de negócios


Representantes das principais operadoras de telecomunicações destacaram as oportunidades de negócios no setor nos próximos quatro anos, no 4º Encontro Empresarial Brasil-União Européia, realizado nesta quarta-feira (14), no Itamaraty, em Brasília. As negociações sobre a compra do controle da Vivo pela Telefônica, entretanto, não foram mencionadas nas palestras e nem nas entrevistas dos executivos.

O chefe de Estratégia da Telefônica Latinoamérica, Eduardo Navarro, disse que a única declaração oficial da empresa, divulgada ontem, é de que não haverá aumento da oferta feita no início do mês, de 7,15 bilhões de euros e que será mantida até sexta-feira (16), como já havia sido anunciado. “Vamos esperar a reunuião prevista para amanhã”, disse.

Já o administrador executivo da Portugal Telecom, Shakhaf Wine, não fez nenhum comentário. E o presidente do conselho de administração da TIM, Manoel Horácio, disse que a empresa, que também tem participação da Telefônica em seu capital, ainda não está tratando da operação, que poderá refletir na sua atuação no Brasil.

Carga tributária

Após relatar os investimentos no país, os representantes das operadoras apontaram a alta carga tributária incidente sobre o setor como principal fator de entrave do crescimento dos serviços no Brasil. Segundo Navarro, da Telefônica, os tributos cobrados no país estão de 10 a 15 pontos percentuais a mais do que é cobrado em outros países. “No Brasil, a carga tributária está acima de 30%, enquanto na Índia, a incidência de impostos sobre o setor chega a 13% e a 3% na China”, disse.

Outro ponto que ainda depende de ajustes no setor, na opinião de Navarro, é o marco regulatório, que precisa ser concretizado. Também reclamou da demora de liberação de freqüências. “Fora isso, não há problema estrutural no Brasil, que deixou de ser um país do futuro para se transformar num país do presente”, disse. Ele informou que, nos últimos 10 anos, a Telefónica investiu 35 bilhões de euros no Brasil, nas operações fixas (Telesp) e Vivo (móvel).

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