Empresas nacionais investem pouco em TI, diz Miguel Jorge.


O investimento em Tecnologia da Informação (TI) nas empresas brasileiras ainda é pequeno, destacou hoje o ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, durante evento promovido pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Ele frisou que “52% dos investimentos em TI são feitos por multinacionais, que trazem suas práticas de seus países de origem”. Para …

O investimento em Tecnologia da Informação (TI) nas empresas brasileiras ainda é pequeno, destacou hoje o ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, durante evento promovido pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Ele frisou que “52% dos investimentos em TI são feitos por multinacionais, que trazem suas práticas de seus países de origem”. Para o ministro, a política industrial ainda é pouco aproveitada pelas empresas nacionais.

Ao ser questionado sobre a demora que as empresas enfrentam para cumprirem os 77 passos necessários para que sejam enquadradas no PPB (Processo Produtivo Básico, que fornece incentivos fiscais para as indústrias produzirem no Brasil), num procedimento que chega a durar, em média, um ano, ele concordou que o prazo é excessivo. “Estamos em um processo de modernização tecnológica para reduzir este prazo para 3 meses, que deverá estar pronto até outubro. Uma inovação que demora um ano para ser aprovada deixa de ser inovação”, ressaltou o ministro.

Sobre a política indústrial de fomento à exportação de softwares, lançada pelo governo no mês passado, Miguel Jorge lembrou que entre 70% e 80% do custo final de um software são relativos à mão de obra, “e não estavamos competitivos neste processo, mas agora vamos dar um salto”. Ele salientou que o governo tem informações dando conta que as exportações podem dobrar ou triplicar nos próximos anos, “mas temos que fazer mais por TI”.

Ele avalia também que hoje há pouco apoio para as empresas de TI iniciantes e inovadoras, destacando que o sistema financeiro tem um papel importante neste processo. “Nos EUA os fundos estão acostumados a financiar estas empresas, como o Google, que hoje vale quase tanto quanto todo o setor automobilístico da União Européia”, acrescentou.

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