Empresas de infra em telecom contam com PLC 79 para impulsionar receita em 2018


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O PLC 79, projeto de lei que redefine o marco regulatório de telecomunicações no Brasil, será fundamental para o crescimento das empresas de infraestrutura de telecomunicações em 2018.

Conforme dados apresentados hoje pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), as empresas que fornecem para operadoras não vão ter aumento de receita no próximo ano. Um cenário mais positivo que o deste ano, em que amargaram retração de 5% nas vendas.

Aluizio Byrro, presidente do conselho da Nokia no Brasil e integrante da diretoria da Abinee, explica que o aumento dos investimentos em infraestrutura feito neste ano pelas operadoras, em relação a 2016, ainda passa longe dos patamares de investimentos registrados há três anos. “As empresa investem mais que em 2016, mas também houve inflação, e a recomposição veio abaixo. Para manter o patamar de investimentos, as empresas deveriam investir ao menos R$ 40 bilhões, mas não vão chegar a R$ 30 bilhões neste ano”, observa.

Paulo Castelo Branco, da NEC, afirma que as fornecedoras contam com o PLC 79 para trazer dinheiro adicional às redes. “O PLC deve injetar novos valores, pois as empresas vão assumir compromissos de investir, caso se comprometam a migrar de concessão para autorizadas”, lembra. Byrro, da Nokia, concorda. “O PLC 79 deverá aumentar em 20% os valores investidos pelas operadoras após a aprovação”, calcula.

O texto, porém, não tem previsão para ser aprovado. O PLC 79 aguarda ainda distribuição pelo presidente do Senado, que dá informações desencontradas sobre se pretende enviá-lo para apreciação em comissões ou despachar diretamente ao plenário da Casa. Apenas se aprovado no Senado sem modificações, o projeto seguirá para sanção presidencial.

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