Empresas apostam no campo para faturar com IoT


O mercado agropecuário brasileiro se tornou um filão desejado por operadoras e fornecedores de equipamentos de conectividade. Durante a Futurecom 2018, vários foram os casos de uso demonstrados e os anúncios feitos.

Entre as operadoras, a Claro avisou que pretende cobrir a maior parte do território brasileiro com NB-IoT e IoT Cat-M. Também a Vivo iniciou este ano inciativa junto com Raízen e Ericsson para o desenvolvimento de novas tecnologias para espectro de 450 MHz.

Já a TIM anunciou na feira o fornecimento de cobertura 4G nas fazendas do grupo SLC Agrícola, como parte da inciativa 4G TIM no Campo. A iniciativa utiliza tecnologia celular da Nokia e backhaul da BRFibra Telecomunicações, provendo comunicação por voz da equipe da fazenda, assim como a conexão das colheitadeiras, tratores e outras soluções de IoT (Internet das Coisas, no termo em inglês) com foco em agricultura de precisão e gestão de máquinas e ativos.

Durante a feira, foi possível ver algumas das soluções que poderão impactar a produção agrícola brasileira nos próximos anos. A Nokia reuniu o ecossistema de parceiros para demonstrar as possibilidades. Lançou na feira um gateway IoT que pode ser embarcado em qualquer maquinário a fim de torná-lo conectável à rede (foto abaixo).

O Air Sense, gateway IoT para equipamentos rurais lançado pela Nokia, tem GPS e sensores de telemetria.

A fabricante, parceira da TIM nas fazendas da SLC, demonstrou ainda sua ERB para o campo, capaz de cobrir 10 mil hectares no modelo mais simples, e 40 mil no mais parrudo. Segundo a empresa, área maior que a maioria das fazendas brasileiras. Poderia, portanto, ser instalada na sede da fazenda para garantir a conectividade dos equipamentos.

Esta ERB para o campo da Nokia é capaz de cobrir 10 mil hectares com espectro de 700 MHz.

Outros dois parceiros da Nokia no ecossistema IoT mostraram as possibilidades durante o evento. A Metos mostrou uma estação meteorológica, equipada com sensores pluviométrico, de radiação solar, de humidade e das condições do vento, abastecida de energia por um painel solar, e capaz de enviar dados de hora em hora pela rede IoT LTE em 700 MHz. Outros sensores, como de monitoramento de solo, podem ser acrescentados conforme a necessidade do agricultor.

A estação meteorológica da Metos na Futurecom 2018. Já há 1,5 mil destes funcionando país afora.

Já a New Holland mostrou um drone capaz de fotografar plantações. Os dados são então enviados à nuvem da empresa, ou da fazenda, e analisados para sugerir melhorias nas rotas dos tratores e tornar o uso do solo mais eficiente. Segundo a empresa, o sistema permite conectar um trator e orientar o motorista a ficar em uma rota com 2,5 cm de precisão. O resultado, afirma, é uma utilização 4% maior da área da plantação.

O drone da New Holland fotografa o campo. Os dados são analisados e indicam onde o trator deve passar, com precisão milimétrica.

O trator pode ser o mostrado pela fabricante Casa, que tem um computador de bordo conectado. Não apenas o condutor recebe as indicações do caminho a seguir, como pode acionar assistência remota a qualquer momento (foto abaixo).

Ericsson

A Ericsson também mostrou suas soluções de olho do mercado rural. A companhia sueca exibiu os recursos da plataforma IoT Accelerator, usada por Vivo e Raízen. O software organiza a informação da rede de objetos conectados e é capaz de emitir alertas ou tomar decisões em tempo real. Na imagem abaixo, indica alerta de condições meteorológicas, como a chegada de uma tempestade.

A fabricante também exemplificou o uso do IoT Accelerator em frotas, com um caminhão conectado da Scania. O veículo é equipado com diferentes sensores capazes de dizer não apenas localização, como também as condições em que o veículo se encontra. É possível até saber se ele se envolveu em um acidente, capotou e a carga foi derramada.

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