Empresa recebe investimento de Skype e Google para criar comunidade Wi-Fi


Mais uma empresa da criativa “geração internet” promete causar dor de cabeça aos players tradicionais do mercado com práticas não ortodoxas. Trata-se da espanhola FON, que informou ter recebido 18 milhões de euros de duas companhias ícones desse movimento, a Skype Technologies e o Google, além  de empresas de investimento, como Index Ventures e Sequoia …

Mais uma empresa da criativa “geração internet” promete causar dor de cabeça aos players tradicionais do mercado com práticas não ortodoxas. Trata-se da espanhola FON, que informou ter recebido 18 milhões de euros de duas companhias ícones desse movimento, a Skype Technologies e o Google, além  de empresas de investimento, como Index Ventures e Sequoia Capital.
A idéia da FON é criar uma comunidade (os “foneros”, no caso) de pessoas com conexão Wi-Fi. E compartilhar esse acesso à internet. A pessoa baixa um software no site da empresa  (http://www.fon.com) e passa a compartilhar seu roteador wireless com outros membros da comunidade. Segundo a FON, bastam entre dois e quatro clientes por quarteirão para se conseguir a cobertura desejada.

A partir daí formaria-se uma comunidade em várias cidades do mundo com conexões Wi-Fi gratuitas para os foneros. O idealizador da companhia é o argentino Martin Varsavsky, fundador da companhia de telefonia Jazztel e da empresa de Internet Ya.com. Ontem, 5, no blog da empresa, ele anunciou os novos investimentos. Disse também que, em 90 dias, a comunidade conta com 3 mil usuários. E, em quatro anos, pretende alcançar marca de 1 milhão de hotspots.

"3G não conseguiu"
“O movimento FON pode conseguir o que o 3G e o EV-DO não conseguiram, a verdadeira internet banda larga wireless em qualquer lugar do mundo”, comenta Varsavsky, no blog da empresa. Há três tipo previstos de usuários FON: os Linus (qualquer um que baixar o software e compartilhar sua conexão); os Bills (aqueles que ficam com uma percentagem cobrada de pessoas que não são da comunidade e pagam pelo acesso); e os Aliens (os que pagam pelo acesso, por não serem da comunidade).

Analistas do mercado, em entrevistas a agências internacionais, disseram que a idéia é “genial, mas ilegal”, da mesma forma que o Napster, primeiro programa de compartilhamento de músicas na internet, que foi tirado do ar depois de intensa batalha judicial. Haverá, certamente, reclamações por parte de operadoras de telecomunicações.

Mas isso não parece afetar os ânimos de Varsavsky. “O sucesso do Fon, assim como de outras companhias on line, como Skype e e-bay, depende do número de pessoas que vai aderir. No início, quando há poucas pessoas na comunidade e por isso menos vantagens, é mais difícil conseguir foneros. Mesmo sendo de graça. Mas, com a adesão contínua, o sonho de um sinal wireless de banda larga global poderá se tornar realidade.”, conclui o argentino.  (Da Redação)

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