Empregados dos Correios buscam o apoio do ministro Fábio Faria


Entidades dos trabalhadores da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) começam a se movimentar em busca do apoio do novo ministro das Comunicações, Fábio Faria, para tentar privatização da estatal, uma das promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro.

Uma das organizações do segmento, a Adcap (Associação dos Profissionais dos Correios) revelou hoje, 20, ao Tele.Síntese que vai pedir ainda neste mês audiência com o ministro para tratar do futuro da estatal, levando em conta manifestações feitas por ele apontando dificuldades para privatizar a estatal e destacando a importância da empresa.

“A nossa principal preocupação não é com essa história de privatização, mas pelo conjunto de efeitos que isso traz para a organização”, afirmou o vice-presidente da entidade, Marcos César Silva, lembrando ainda que a categoria está com greve agendada para o dia 4 de agosto por conta de retirada de direitos que já excluiu 15 mil trabalhadores do plano de saúde.

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“Estamos vendo com bons olhos a preocupação dele com os Correios”, acrescentou. “Ele já demonstrou que não vai deixar a privatização dos Correios apenas com o Ministério da Economia. Ele está correto porque não se trata apenas de uma questão econômica”, comentou, referindo-se a uma nota divulgada no jornal “O Globo”, dando conta de que ele havia vencido uma luta travada com o secretário de Privatização, Salim Matar.

Na semana passada, em entrevista, sobre a privatização dos Correios, o ministro afirmou: “Os Correios são uma grande empresa, com 98 mil funcionários, que entrega carta no interior do Amazonas, Acre, Rio Grande do Sul. Então, não é simples, não é só falar que vamos privatizar os Correios e teremos isso para amanhã”.

De acordo com a assessoria do ministro das Comunicações, não há nenhuma confirmação de que a pasta vai cuidar do processo de privatização da estatal. Nem há a confirmação de que o atual presidente da ECT, general Floriano Peixoto, permanecerá no cargo.

A assessoria da estatal afirmou que está ainda em negociações para evitar a greve já anunciada por uma das entidades do segmento e nega que retirou direitos garantidos, afirmando que são assegurados todos os benefícios ancorados nas normas legais.

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