Embratel lança serviço de inteligência cibernética


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Segundo Mário Rachid, responsável pelo novo produto, 30% das 2.000 maiores empresas globais serão impactadas por grupos de ciberativistas ou cibercriminosos

A Embratel vai lançar durante a Futurecom 2016, na próxima semana, um novo produto capaz de vasculhar a internet, inclusive em sua camada mais profunda, para antecipar ameaças digitais a empresas e até descobrir venda da dados vazados no mercado negro. O novo serviço foi batizado de Embratel Cyber Intelligence e estava no cronograma de lançamentos da companhia para este e o próximo ano, em que o objetivo é ampliar sua fatia no segmento de segurança digital, como antecipado pelo Tele.Síntese em agosto.

O Cyber Intelligence foi testado com sucesso durante os Jogos Olímpicos Rio 2016 para prevenir vazamentos de dados e ataques aos sistemas de TI do evento. Também uma grande instituição bancária já usa o sistema no país. Segundo Mário Rachid, diretor executivo de soluções digitais da Embratel, pode ser usado por empresas de qualquer porte. No entanto, as maiores devem se beneficiar mais. “Nosso foco são as 500 maiores empresas do país por entendermos que estão mais suscetíveis a ataques”, explica. No prospecto, há ao menos 20 grupos interessados no serviço, antecipa.

Desenvolvido pela América Móvil no México e adaptado às necessidades dos brasileiros, o Cyber Intelligenge funciona na nuvem. Para o lançamento da solução, foi criado um novo centro de proteção de segurança no Data Center da Embratel.

O serviço é capaz de fazer monitoramento de marca, detectar ameaças de ataques DDoS, encontrar modificações e invasões a sites das empresas, descobrir vazamentos de informações sigilosas, identificar sites falsos que usam a marca da empresa para golpes, detecção de campanhas contra a empresa, e até verificar se há vendas não-autorizadas de informações relevantes da empresa no mercado negro da dark web. Periodicamente, a Embratel fornece relatórios sobre as descobertas, e em caso de ameaça iminente, emite um alerta para a empresa.

A Embratel pretende antecipar as necessidades das empresas, em franco processo de mudança para a nuvem. “Estimativas indicam que metade das companhias do mundo terá estruturas em Cloud ou Data Centers externos para recuperação de desastres primários até o ano que vem e, já em 2020, cerca de 30% das 2.000 maiores empresas globais estarão impactadas por grupos de ciberativistas ou cibercriminosos”, conclui.

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1 Comment

  1. Americo Yukonobu Uhima
    14 de outubro de 2016

    esperamos que funcione