Embratel vai disputar mercado latino de satélite para DTH com C-4 a ser lançado no fim do ano


A Star One, subsidiária integral da Embratel, e maior operadora de satélites da América Latina (atualmente com uma constelação de sete satélites) está pronta para ficar mais agressiva no mercado latino-americano. Com o lançamento do novo satélite – o C-4- previsto para o final deste ano, a empresa prepara-se para entrar com vigor na disputa da oferta satelital para o rico mercado de DTH não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina.
 

Segundo seu presidente, Gustavo Silbert, com este satélite, que está consumindo investimentos de US$ 320 milhões, a empresa irá ampliar bastante a capacidade para o mercado de TV paga via satélite – o DTH- pois virá equipado exclusivamente com a banda ku (serão 48 transponders), tecnologia usada na transmissão de sinais de vídeo. “Com este satélite, iremos ampliar muito a capacidade da Claro TV para todo o Brasil, e passaremos a disputar também o DTH fora do Brasil”, afirmou o executivo.

 

Conforme Silbert, a ampliação da oferta de vídeos na TV paga, aliada às mudanças tecnológicas, como a adoação da alta definição nas imagens (HD) aumenta a demanda por mais banda satelital não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Antecipando-se a este novo posicionamento, a Star One já negocia com uma empresa fora do Brasil a venda de capacidade de seu satélite C-3 para o DTH. Mas será o C-4, com um número maior de transponders, a principal porta de saída da empresa para outros mercados que não o brasileiro.

Banda Ka

Se este novo satélite a ser lançado pela Embratel é grande, o da próxima geração, que deverá estar no espaço sideral no primeiro semestre de 2016, é ainda maior. Com investimentos de US$ 400 milhões, o D-1 (que vai substituir o B-4) virá com 24 transponders ku e outros 16 em banda Ka. A tecnologia Ka para a comunicação de dados é tão mais avançada que esses 16 transponders equivalem a outros 360 da banda Ku.

 

O executivo concorda com a avaliação do Ministério das Comunicações, de que a chegada da banda Ka no país irá provocar a queda nos preços da banda larga via satélite para o usuário final. Mas, por enquanto, assinalou ele, a empresa pensa em se manter focada no mercado corporativo. A única experiência que a Embratel tem com o usuário final é no programa Gesac, do Ministério das Comunicações.

Silbert disse que a banda Ka do D-1 será usada principalmente para a complementação do backhaul das operadores de telefonia celular, seja na rede 3G como na 4G. “É impossível fibrar todo o Brasil para ampliar a capacidade de dados das operadoras de celular”, afirma. O satélite e a banda Ka serão, na visão do executivo, fundamentais para ampliar esta infraestrutura. Em sua avaliação, a ampliação da concorrência – além da Embratel, mais empresas estão construindo novos satélites com banda Ka para irradiar no Brasil – irá promover maiores quedas nos preços.

 

Com dois satélites a serem lançados, a pergunta que fica é se a Star One vai disputar a licitação da Anatel de novas posições orbitais, prometida para este ano. A esta pergunta, o Silbert responde: “todos os concorrentes gostariam de saber a resposta”, que ficará a sete chaves e só será conhecida no dia do leilão.

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