Embratel e governo acertam as contas da universalização


O primeiro passo para terminar a contento a disputa entre o governo e as concessionárias em torno da ampliação das metas de universalização foi dado hoje, com o balizamento dos custos destas novas metas entre as empresas e a Anatel. E a Embratel, a primeira a deixar a reunião do Ministério das Comunicações, afirma que, finalmente, a empresa e o governo chegaram nas mesmas contas quanto aos custos das novas metas. 

As novas metas  vinculadas ao serviço de voz sugeridas pela Anatel na consulta pública lançada no ano passado do PGMU III prevê a instalação de orelhões em diferentes localidades e pontos extremos do país, como quilombolas, aeródromos, assentamentos rurais. Muitas dessas obrigações recaem sobre a concessionária de longa distância, pois as localidades ficam fora das áreas de cobertura das operadoras de telefonia fixa locais. No total, são 2.500 novos orelhões que terão que ser instalados pela Embratel, que sem dúvida, é que tem menos obrigações novas a cumprir.

Segundo executivos que participaram da reunião, a boa notícia é que finalmente os cálculos dos custos encontrados pela Anatel concidiram com os da empresa, mesmo levando-se em consideração o valor presente líquido de 15 anos. “A Embratel sai satisfeita da reunião”, afirmou a fonte.

Banda Larga
A próxima etapa, que é a definição das fontes extras de recursos para a empresa arcar com a nova meta ainda não foi marcada. Mas a empresa se comprometeu a, em duas semanas, apresentar uma oferta concreta ao governo para a ampliação da capacidade da banda larga no atacado e no varejo.

Anterior Carregador universal de celular começa a ser comercializado. Na Europa
Próximos Telefônica, Sercomtel e Oi, prestes a acertar os números da universalização.