Embraer deve ser sócia da Telebras na construção do satélite brasileiro


O governo está avançando rapidamente na definição da Sociedade de Propósito Específico (SPE) que será constituída para a construção e lançamento  do satélite de comunicações brasileiro. A pressa tem razão de ser, já que o satélite deve estar no espaço sideral em 2014, e a presidente Dilma Rousseff não abriu mão de também neste primeiro lançamento o Brasil já se apropriar de novas tecnologias.
Para dar o start a essa grande empreitada, foi criado um grupo de trabalho  formado por representantes da Telebras, da Agência Espacial Brasileira (AEB), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Ministério da Defesa. E, conforme fontes do governo, já está decidido que um dos sócios da Telebras nesta SPE será a empresa de aviação, Embraer.

Mas o que uma empresa com 57,23% das ações ordinárias em poder de investidores da Bolsa de Valores de Nova Iorque e da Bovespa brasileira tem em comum com a estatal de telecomunicações ou com um  satélite nacional? “A sua capacidade de integração”, reforçam fontes do governo.

Ou seja, a Embraer, uma empresa privada, mas que tem entre seus controladores a Golden Share da União  (que dá poder ao Governo de voto e de veto nas transferências do controle acionário, nas mudanças do objeto social e na criação e alteração de programas militares) vai entrar no negócio com um papel muito maior do que  participação acionária. Ela irá contribuir com sua expertise na construção das diferentes partes do satélite que serão adquiridas em separado justamente para o país agregar tecnologia.

A Embraer tem o seu capital bem pulverizado, e apenas seis grupos detêm mais de 5% de suas ações ordinárias. O maior controlador é o fundo de pensão do Banco do Brasil, Previ, com 10,65%; seguido  pelos fundos OppenHeimerfund’s (8,65%); ThornburgInvestment Management’s (6,84%); Cia Bozano (6,05%); BNDESpar (5,49%) e fundo BlackRock ( 5,08%).  (Publicado na newsleterr Tele.Síntese Análise 313)

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