Em três anos, Copel poderá ter rede inteligente em 20% da área rural


Em três anos, a Copel espera atender a 20% da área rural do Paraná com redes inteligentes. Esse movimento faz parte do chamado Mais Clic Rural, programa que tem como meta levar energia elétrica com mais qualidade e outros serviços aos produtores rurais e que irá consumir investimentos da ordem de R$ 500 milhões. Apesar de previsto para ter início no começo de 2016, a concessionária ainda não decidiu quais serão os fornecedores da infraestrutura.

De acordo com Julio Omori, gerente do departamento de manutenção de subestações e automação da Copel, o programa tem foco em algumas atividades agropecuárias importantes para o estado, tais como aves, leite, suínos e fumo que têm grande representatividade e dependem mais da qualidade da energia oferecida. Ao todo, são cerca de 70 mil produtores das regiões Centro-Sul, Sudoeste e Oeste do Paraná mas há previsões de que atendam 2,4 milhões de moradores dessas áreas.

Pelo programa, serão construídos 3 mil quilômetros de novas redes, 30 subestações e 1,5 mil religadores automatizados. A proposta prevê tanto a melhoria da infraestrutura para ampliar a continuidade do fornecimento quanto tecnologias de automação que permitirão que o sistema seja restabelecido com mais rapidez se houver falhas na entrega da energia.

O programa para a área rural não é, entretanto, o único movimento da Copel para instalação de redes inteligentes, ou smart grids. Há também um piloto denominado Paraná Smart Grid para áreas de alta densidade de carga que poderá, inicialmente, chegar a 10 mil consumidores. Serão 42,4 quilômetros de rede, na região de Curitiba, e prevê medição compartilhada com a Compagas e Sanepar.

De acordo com Omori, a maior parte das grandes distribuidoras de energia elétrica tem realizado pilotos de smart grid. Na sua avaliação, a tecnologia se tornará ainda mais importante para o setor elétrico com a entrada em vigor das novas regras da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que estabelecem vários índices de qualidade a serem alcançados sob o risco de perda da concessão. Este ano, são 42 contratos a serem renovados.

As redes inteligentes permitem o aperfeiçoamento da qualidade mas embutem também outras possibilidades para as elétricas, principalmente a partir da Internet das Coisas. Com a capilaridade das redes e a chegada na casa do assinante, a gestão nesse setor pode comportar novos serviços aos clientes que, atualmente, estão sendo oferecidos por operadoras de telecom, por exemplo.

Anterior Claro pede revisão de cronograma de metas dos leilões da Anatel
Próximos Consolidação da Oi e TIM é positiva, mas há entraves competitivos, alerta Carlos Zenteno