Em todo o mundo, aumenta a migração para o WCDMA


Não  é só a brasileira Vivo que está mudando a sua opção tecnológica na telefonia móvel. Diferentes operadoras em todo o mundo, que tinham o CDMA como a base de sua operação na segunda geração, estão seguindo o caminho do GSM na terceria geração. Conforme a Merrill Lynch, em seu  estudo intitulado Global Wireless Matrix, …

Não  é só a brasileira Vivo que está mudando a sua opção tecnológica na telefonia móvel. Diferentes operadoras em todo o mundo, que tinham o CDMA como a base de sua operação na segunda geração, estão seguindo o caminho do GSM na terceria geração. Conforme a Merrill Lynch, em seu  estudo intitulado Global Wireless Matrix, que traz a radiografia dos 50 maiores mercados de telefonia móvel do mundo, no primeiro trimestre deste ano já havia cerca de 56 milhões de assinantes com o WCDMA (a evolução do GSM) contra cerca de 24 milhões com CDMA 2000 (a evolução do CDMA).

Entre as operadoras que já fizeram a migração, aponta a consultoria, estão a Hutchison, da Austrália; a NTT DoCoMo, do Japão; e as SKT e KTF da Coréia do Sul. Na Austrália, ressalta a Merrill Lynch, a outra operadora, a Telstra, que presta serviço em três tecnologias – GSM, CDMA e WCDMA – tem planos de acabar com sua rede CDMA em 850 MHz e substituí-la pela WCDMA até o final deste ano.
 
Os 50 países analisados pela consultoria congregam um total de dois bilhões de usuários móveis, dos quais 79% são atendidos pelas tecnologias GSM/WCDMA, 14% pela CDMA e 3% pelas demais tecnologias (TDMA e analógicas).

As razões para a migração
As dificuldades da Vivo frente ao avanço da concorrência no mercado brasileiro podem ser medidas, entre outros, por sua participação no mercado. Embora continue a ser a líder  – fechou o trimestre  com 30,1 milhões de assinantes – a operadora perde paulatinamente market share. Se no final de 2004 a Vivo detinha 40,2% do mercado brasileiro, em 2005 sua participação no mercado havia caído para 34,3%. No primeiro trimestre do ano, uma outra queda: 33,4%.
 
Conforme a Merrill Lynch, desde o ano passado, as adições de novos assinantes da Vivo são significativamente menores do que de seus outros três concorrentes Tim, Claro e Oi, o mesmo se repetindo neste ano.No primeiro trimestre, enquanto a Vivo ficou com 10% dos novos assinantes que ingressaram no serviço, a Tim conquistou 28%, a Claro, 24%, a Oi, 27% e as demais empresas 13%.

Sem se diferenciar das demais operadoras, que também assistem à queda constante do Arpu (conta média/mês), a Vivo registra, porém, uma queda mais acentuada em sua receita. No trimestre que passou a conta média de seu assinante foi de R$ 25,40, contra R$ 28,78 de dezembro do ano passado. O minuto cobrado pela Vivo continua, porém, um dos mais caros: R$ 0,35, contra R$ 0,34 da Tim e R$ 0,32 da Claro.

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