Oi apresenta primeiros resultados de nova estratégia


A Oi apresentou nesta quarta-feira (13) os resultados financeiros e operacionais para o terceiro trimestre. Com melhora no lucro e receita líquida estável na comparação ano a ano. A operadora registrou crescimento no pós e pré-pago, TV paga e banda larga – como resultado da estratégia de foco em bundles e o direcionamento para os clientes pré. A dívida líquida no período foi 0,7% menor.
 

A companhia registrou lucro líquido de R$ 172 milhões no terceiro trimestre de 2013, uma melhora de R$ 296 milhões em relação ao 2T13, quando houve prejuízo de R$ 124 milhões. Na comparação com o trimestre diretamente anterior, a companhia registrou queda no lucro líquido de 70,7% devido ao menor EBITDA e maiores despesas financeiras deste trimestre. O lucro líquido acumulado nos nove primeiros meses do ano (R$ 310 milhões), no entanto, despencou 77,5%, na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 1,37 milhões). 

O Ebitda, lucro antes de juros, impostos, decreciação e amortizações, totalizou R$ 2,1 bilhões no trimestre, uma variação negativa de 2,3% na comparação anual, mas um crescimento de 19% em comparação ao trimestre anterior, algo que a companhia explicou como resultado dos primeiros impactos do foco em disciplina financeira e eficiência operacional. No acumulado do ano, o Ebitda da Oi registra queda de 4,3% na comparação ano a ano. A margem Ebitda ficou em 30,1% no terceiro trimestre, queda de 1 ponto porcentual em relação ao 3T12. 

A receita líquida do 3T13 alcançou R$ 7,1 bilhões, um aumento de 0,8% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. O segmento residencial alcançou R$ 2,6 bilhões de receita líquida no 3T13, um acréscimo de 3,0% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no segmento móvel, a receita de serviços atingiu R$ 1,7 bilhão ao final do 3T13, representando aumento de 7,5% em relação ao 3T12.

A receita de dados (planos de internet para celular, banda larga móvel, SMS e serviços de valor agregado) foi destacada pela companhia, após um aumento de 58% na comparação com o mesmo período do ano passado, devido principalmente a maior penetração de pacotes de dados em 2013. No entanto, sua participação no total da receita móvel, de apenas 17%, foi considerada ruim pelo CEO Zeinal Bava. Em conversa com analistas, ele frisou que há muito a fazer nesse campo e que olha com atenção para “uma das operadoas que tem 30% das receitas provenientes de dados e que feito um exceletente trabalho nesse campo”. 
 

As Unidades Geradoras de Receita (UGRs) cresceram 2,2% em comparação ao 3T12 e permaneceram estáveis no trimestre, totalizando 74,9 milhões ao final de setembro de 2013.

No segmento residencial, a variação de acessos foi de -0,6% no trimestre contra trimestre e de 0,8% no ano contra ano. A desconexão de linhas fixas segue sendo um problema para a companhia, (-1,2% trimestre a trimestre e -4,1% ano a ano). Mas os avanços em banda larga e em TV Paga (7,3% e 50,7%, respectivamente, na comparação anual) ajudaram a mitigar o impacto. O avanço no número de serviços por residência, uma das grandes apostas de Zeinal Bava para recolocar a Oi em uma trajetória de crescimento saudável, “reduz o churn e aumenta o share of wallet”, lembrou o executivo em conferência com analistas. A Receita média por usuário (Arpu) residencial da Oi aumentou 7,4% no ano e 0,7% no trimestre, de R$ 65,8 no 3T12 para R$ 70,7 no 3T13, e um crescimento de 0,7% frente ao trimestre anterior.

 
Os acessos móveis registraram crescimento de 3,9% ano contra ano, somando 47,33 milhões. Desse total, 6,66 milhões são referentes a acessos pós-pago, crescimento de 9,5% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Os acessos pré-pagos, parte importante da estratégia de recuperação da Oi, totalizaram 40,67 milhões, incremento de 3,0% ou 1,193 milhão em relação ao 3T12. “Isso já é uma mostra dos nossos esforços de crescer nesse segmento”, declarou Bava.

No terceiro trimestre, a companhia comemorou também o aumento de 8,8% no volume de recargas brutas, na comparação ano-a-ano, o maior patamar histórico. A recarga média do 3T13 apresentou o maior patamar desde 2010, com crescimento de 6,9% em comparação ao 3T12.
 
O Arpu do móvel, no entanto, encerrou o 3T13 em queda de 7,7% em relação ao 3T12. A queda da receita de interconexão (corte da VU-M) foi apenas parcialmente compensada pela maior receita de dados e pelo aumento do nível de recarga do pré-pago, informou a operadora.

A dívida líquida ficou em R$29,3 bilhões, uma redução de 0,7% quando comparada ao trimestre anterior. Esta foi a primeira vez em 

 

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