Em Moscou, 8 mil pessoas vão testar tecnologias de cidade inteligente


Cidade implantou soluções usando NB-IoT para todos os cidadãos, incluindo interfone e fechadura eletrônica, coleta seletiva inteligente de lixo e medidores digitais de água e energia.

Bairro de Maryno, em Moscou (Foto: divulgação)

A cidade de Moscou decidiu criar talvez o maior laboratório vivo em smart cities do mundo. Para isso, digitalizou um bairro inteiro, habitado por 8 mil pessoas, que passarão a ter acesso a 29 tecnologias diferentes. A intenção é analisar a viabilidade de modernizar regiões habitadas sem deslocar a população.

Entre as tecnologias implantadas no bairro de Maryno estão o interfone inteligente, pelo qual todo morador pode usar um aplicativo e atender a porta de casa, mesmo estando longe da residência. A cidade também instalou hotspots WiFi para todas as pessoas utilizarem, enterrou 100% dos cabos de energia e ópticos, implantou câmeras de segurança, alto-falantes de emergência, estações de recarga para carros elétricos.

Os prédios ganharam sistemas inteligentes de aquecimento, iluminação, água, coleta de lixo (as lixeiras avisam quando estão cheias). Nas ruas e praças, há estações meteorológicas que medem humidade, velocidade e direção do vendo e temperatura em tempo real.

A cidade vai verificar quanto de economia o uso dessas tecnologias traz para o orçamento municipal com serviços essenciais. Os sensores e dispositivos de internet das coisas usados para fazer o distrito funcionar em harmonia usam padrão NB-IoT. A rede foi planejada e instalada pela Erisson para a operadora local Beeline. Segundo as empresas, cada ERB do sistema recebeu a capacidade de conectar 10 mil dispositivos simultaneamente.

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