Em IPTV, só video não basta, garante analista.


Para as empresas de telecomunicações, oferecer serviços de vídeo está se tornando um mal necessário; muitas investiram bilhões de dólares em serviços de IPTV que estão no mesmo nível dos serviços de TV paga existentes. Melhorias na rede e licenças de conteúdo tomam muito tempo. Nos EUA, a AT&T está gastando US$ 5,1 bilhões para …

Para as empresas de telecomunicações, oferecer serviços de vídeo está se tornando um mal necessário; muitas investiram bilhões de dólares em serviços de IPTV que estão no mesmo nível dos serviços de TV paga existentes. Melhorias na rede e licenças de conteúdo tomam muito tempo. Nos EUA, a AT&T está gastando US$ 5,1 bilhões para estender seus serviços de IPTV para 19 milhões de lares até o final de 2008, o que equivale a apenas 38% da cobertura atual da Comcast, líder nos serviços de cabo do país.   

Um grande número de operadoras, no entanto, optou por modelos de negócios baseados somente em video sob demanda (VoD). Encorajadas pelos crescentes pedidos de serviços de VoD, algumas dessas empresas estudam substituir as transmissões de TV por VoD. No mês passado, a Qwest, por exemplo, informou que pode seguir por esse caminho e, lançar o serviço em breve.

Triple play 

No entanto, análise de Ozgur Aytar, da Pyramid Research (“Can VoD save IPTV?” , argumenta que ofertas de IPTV que não estejam, no mínimo, em nível equivalente ao da TV convencional, e que exijam do usuário final que pague mais pelo privilégio de acesso ao VoD, serão iniciativas fadadas ao fracasso no médio prazo. Para o analista, VoD é um complemento das transmissões tradicionais de TV, e a cultura do pay-per-view ainda é limitada, portanto, poucos usuários estariam dispostos a pagar só pelo VoD.

Isto é, por mais que o VoD esteja se tornando indispensável em qualquer serviço de TV digital, ele não vai substituir a parte da TV nas ofertas combinadas de triple play, que incluem acesso à internet banda larga, telefonia e TV a cabo.

Conteúdo

Outro motivo é que o VoD se baseia em conteúdo premium, que será difícil de ser adquirido em um modelo exclusivo de VoD em IPTV. Quase 80% das compras de filme sob demanda são lançamentos. Oferecer transmissões de TV sob demanda pode ser ainda mais desafiante, pois modelos complicados de anúncios e direitos autorais devem ser comprados de todas as partes interessadas.

Além disso, as empresas de telecomunicações são novatas na produção de conteúdo, e algumas, como a PCCW, de Hong Kong, perceberam que não são muito boas em geração de conteúdo, se saindo melhor na compra e venda de canais. Entre as que não se deram conta disso estão a Video Networks (Reino Unido), e a Orange TV (France Telecom, França), que começaram a oferecer IPTV só com VoD e tiveram que rever sua estratégia.

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