Em duas semanas, início dos trabalhos para liberar o Ginga dos royalties


Os trabalhos de desenvolvimento conjunto da Sun Microsystems e do Fórum Brasileiro de TV Digital Terrestre devem começam dentro de duas semanas, segundo afirmou o diretor de marketing da Sun Microsystems, Luiz Fernando Maluf, ontem (17), em Porto Alegre. De acordo com o executivo, está afastado o risco de processo patentário, e o contrato a …

Os trabalhos de desenvolvimento conjunto da Sun Microsystems e do Fórum Brasileiro de TV Digital Terrestre devem começam dentro de duas semanas, segundo afirmou o diretor de marketing da Sun Microsystems, Luiz Fernando Maluf, ontem (17), em Porto Alegre. De acordo com o executivo, está afastado o risco de processo patentário, e o contrato a ser firmado pela empresa e o Fórum está praticamente pronto – na fase de ajustes de vírgulas. Depois de assinado o contrato de desenvolvimento conjunto, ele estima que as funcionalidades necessárias para implementar a interatividade na TV digital brasileira, dentro do middleware Ginga, podem ser concluídas ainda este ano.

O diretor da Sun esteve na abertura do Fórum Internacional do Software Livre (fisl 9.0), que acontece até o dia 19 na capital gaúcha. Pouco antes, em coletiva na sala de imprensa, o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto César Gadelha, afirmou que a definição do acordo com a Sun dependia apenas da certeza da empresa de que não seria processada pelo consórcio patentário que administra os direitos da tecnologia Gem, integrante do Ginga, e que cobra royalties elevados por sua utilização em todo o mundo.

Segundo Maluf, o trabalho a ser feito consiste em mapear todas as funcionalidades proprietárias (protegidas por patentes) da tecnologia, analisar suas condições patentárias e, quando for imprescindível, desenvolver funções semelhantes com código aberto. O resultado final, um empacotamento de várias interfaces de aplicação para interatividade na TV digital poderá ser licenciado, diz ele, da forma que o Fórum considerar mais adequada, inclusive pela GPL, licença do software livre. Caso contrário, tanto radiodifusores quanto fabricantes de setopbox terão que pagar os royalties definidos pelo consórcio pela tecnologia Gem, que podem chegar a US$ 700 mil por ano (ordem de grandeza cobrada a um radiodifusor europeu, por exemplo). O Gem utiliza tecnologia Java, razão por que a Sun sente-se em condições de apoiar a criação de um alternativa aberta.

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