Em dois anos, 20 operadoras lançarão LTE na América Latina


A tecnologia que oferece acesso a banda larga móvel LTE é o que existe de mais atual em termos de redes de telecomunicações em implantação no mundo e, ainda assim, a aposta é que sua evolução seja rápida, com crescimento anual médio de 269,9% entre 2012 e 2017, de acordo com a análise da consultoria Frost & Sullivan The Status of Long-Term Evolution in Latin America.

Desde o final de 2011, alguns lançamentos foram feitos na região, tanto de testes de LTE quanto ofertas comerciais, mas, por enquanto, a cobertura LTE ainda é limitada a algumas cidades. Estas cidades, no entanto, representam a maior parte da população do país no caso de Uruguai, México, Colômbia e Porto Rico, lembra a consultoria.

E, a perspectiva é que o número de linhas LTE pode chegar a 27,7 milhões em 2017, a partir das 40 mil linhas móveis atualmente, o que equivaleria ao crescimento médio anual de 269,9%. O mercado será impulsionado principalmente pelo crescimento desta tecnologia em países que já o implementaram, bem como aqueles que estão colocando foco forte nos próximos anos, como no Brasil, devido às Copas das Confederações em 2013 e do Mundo de 2014, aposta a consultoria.

“Embora espera-se que 20 operadoras na América Latina implementem esta tecnologia nos próximos dois anos, o crescimento inicial de LTE será restrito por uma cobertura limitada, a baixa disponibilidade de dispositivos e os altos preços dos aparelhos”, diz Maria Agustina Di Genaro, analista do setor de TIC da Frost & Sullivan. “Se um serviço de alta qualidade for oferecido com a tecnologia LTE, sem aumento de preço com relação ao 3G, como tem acontecido na maioria dos lançamentos iniciais da América Latina, o LTE pode ameaçar as conexões ADSL, com velocidades menores que as do LTE. “

Outra questão é os atrasos regulatórios na definição de novos padrões e na concessão de novas freqüências na região. Especificamente na Argentina, o governo destinou à estatal Arsat parte das freqüências de celular sem licitação. Em março de 2013, a Arsat planeja lançar serviços sob o nome Libre.ar como uma operadora de rede móvel virtual (MVNO), sem ter que investir em infra-estrutura ou redes móveis, mas ainda não houve nenhuma definição por parte do governo.

“Além disso, em termos de preços, algumas operadoras têm o mesmo regime tarifário para LTE que para 3G, sendo que só cobram mais por se tratar de uma quantidade maior de tráfego de dados. Por outro lado, outros operadores cobram um preço mais elevado que pelos serviços 3G “, disse Di Genaro. “As operadoras devem definir seus portfólios e estratégias de preços para 3G, 3G+ e de acesso para fornecer diferentes níveis de qualidade em seus serviços para diferentes nichos de mercado e evitar a canibalização de seus produtos”.

Durante 2012, o serviço LTE foi baseado principalmente modems USB. Mas, recentemente, mais dispositivos compatíveis têm entrado no mercado latino-americano. Tais dispositivos incluem o Motorola RAZR HD e o Samsung Galaxy S3. No entanto, os preços ainda são altos para esses dispositivos, o que limita ainda mais a adoção do serviço.

Embora a tecnologia LTE seja considerada uma solução para oferecer aos seus clientes empresariais e clientes residenciais de alto valor, com uma maior qualidade de serviço, ela também representa uma ameaça potencial para os prestadores de serviços de banda larga fixa, as concessionárias de telefonia fixa, especialmente usando a tecnologia ADSL (considerando que alguns prestadores de serviços não oferecem ADSL sozinho, ou, se o fizerem, só oferecem a preços elevados). Para evitar essa ameaça, a convergência de serviços é uma alternativa que pode permitir a retenção de clientes de banda larga, e algumas operadoras já estão oferecendo pacotes quadruple play. (Da redação, com assessoria de imprensa)
 

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