Em cinco anos, banda larga móvel representará 50% do faturamento das operadoras


A tecnologia HSPA (High Speed Package Access) deverá representar 70% da banda larga móvel na América Latina em 2012. Neste mesmo ano, o Brasil deverá contar com cerca de 15 milhões de acessos de banda larga móvel, avaliou Rogério Loripe, vice-presidente de redes da Ericsson, ontem durante o Latin American Mobile Conference 2008, evento realizado …

A tecnologia HSPA (High Speed Package Access) deverá representar 70% da banda larga móvel na América Latina em 2012. Neste mesmo ano, o Brasil deverá contar com cerca de 15 milhões de acessos de banda larga móvel, avaliou Rogério Loripe, vice-presidente de redes da Ericsson, ontem durante o Latin American Mobile Conference 2008, evento realizado no Rio de Janeiro. “A banda larga móvel vai representar 50% do faturamento das operadoras em cinco anos. Na União Européia já vemos exemplos de operadoras caminhando neste sentido”, destacou o executivo.

Ele acredita que o WiMAX vai contribuir com apenas 1,6% das receitas globais de serviços de banda larga sem fio em 2015. “Os serviços WiMAX vão gerar uma ARPU (receita média por usuário, na sigla em inglês) mais baixa que os serviços de banda larga no celular”, disse Loripe. Ele ressaltou que a banda larga móvel vai estar na metade dos computadores em 2011, e lembrou que para suportar esse crescimento será necessário investir em redes e tecnologia. “No mundo, 10% dos usuários são responsáveis por 85% do tráfego de pacotes de dados nas redes móveis”, afirmou.

Já Tom Brand, diretor de projetos da GSMA, acrescentou que os notebooks com chips 3G embarcados deverão somar 70 milhões de unidades em 2010, gerando um mercado de US$ 50 bilhões. Mas o executivo ressalta que ainda há alguns obstáculos a serem enfrentados: os usuários ainda tem pouco conhecimento da tecnologia e a maior parte dos notebooks com chips embarcados é voltada para o mercado corporativo. “Em 2007 menos de 7% dos notebooks vendidos possuíam chips embarcados, e destes, só 15% dos compradores ativaram o serviço”, lembra Brand.

O modelo de negócios também tem que ser mais bem resolvido. “Há divergências entre as operadoras e os fabricantes de computadores sobre de quem é o consumidor”. Ele avalia que esta é uma decisão de negócios, e para atingir o mercado de massa deve-se começar por parcerias com operadoras, oferecendo pacotes de serviços, financiamentos, dentre outros. “Além disso os fabricantes terão que fechar parcerias também com as grandes redes varejistas e de TI (Tecnologia da Informação), para que este mercado se desenvolva rapidamente”.

O jornalista viajou a convite da Qualcomm

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