Em 2020, serão dois bilhões de conexões móveis no Brasil


 

 

 

 

Em oito anos, o Brasil deverá contar com dois bilhões de conexões móveis ligando pessoas a pessoas e máquinas a máquinas. Esta é a aposta de Sergio Quiroga, presidente da Ericsson para a América Latina. Em sua avaliação, para suportar este forte crescimento no número de acessos móveis, as operadoras precisam destinar para o Capex (Capital Expandure) pelo menos 20% de seu faturamento anual. “A operadora que quer ser líder em qualquer mercado não pode investir menos do que isto”, afirmou o executivo.

 

Embora não saiba o percentual de investimentos das operadoras brasileiras, Quiroga tem motivos para comemorar o bom desempenho do ano passsdo. Segundo ele, o faturamento da empresa cresceu em 2011 31% no Brasil, chegando a atingir R$ 2 bilhões. Em todo o mundo, o faturamento da Ericsson em 2011 foi de US$ 35 bilhões, dos quais US$ 3,4 bilhões  provenientes da América Latina. “Crescemos 23% na América Latina. E o Brasil representa 40% de nosso faturamento”, explica.

 

A sua expectativa é de que em 2014 os aparelhos de 3G ultrapassem os de 2G no Brasil e na América Latina. Segundo Quiroga, a Ericsson levou oito anos até vender mais equipamentos para as redes 3G do que para as redes de segunda geração mas prevê que, com a LTE, as vendas ultrapassem a 3G de maneira mais acelerada, em até cinco anos.

 

Política Industrial

 

Quiroga disse ainda que a Ericsson irá se adaptar a qualquer política governamental de estímulo à agregação de conteúdo local e afirmou que a proposta para se agregar 10% de tecnologia nacional será cumprida pela empresa.

 

Entre os anúncios da fabricante sueca durante o Mobile World Congress, foi divulgada a criação de um centro de suporte no México. Segundo ele, a decisão de levar o centro para lá está relacionada a custos menores do que no Brasil, que continuará, no entanto, a contar com a fábrica local.

A jornalista viaja a convite da Alcatel-Lucent.

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