Em 2015, Brasil terá saída para dados pelo Pacífico


cabo-submarinoAté o momento, o acordo para construção do anel óptico sul-americano, assinado em 2011 pelos diversos ministros das comunicações, resultou apenas na conexão direta entre a rede da Telebras e a da Antel, no Uruguai. No entanto, a expectativa é grande para que, até o final do ano, ou começo de 2015, seja feita a conexão entre as redes estatais brasileira e peruana. Essa ligação é uma das mais estratégicas do projeto para o Brasil, por permitir escoamento de dados pelos cabos submarinos do Oceano Pacífico, a preços muito competitivos, conforme explicou ao TeleSíntese o diretor do departamento de banda larga da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações.

“O caminho mais fácil para a saída para o Pacífico é Lima, que tem bons preços de trânsito IP. Assim que eles conectarem a fronteira, chegamos rápido. Nossa rede está há 100 km da fronteira com o Peru”, explicou Coimbra.

Com a Argentina, as discussões também estão avançadas, mas ainda não há um prazo para a fibra óptica da estatal  chegar até Porto Iguaçu. Neste caso, a fibra óptica da Telebras já está instalada na fronteira, faltaria apenas a instalação dos equipamentos de transmissão, quando a rede estiver instalada do outro lado.

No caso do Paraguai, a ideia é aproveitar um linhão de energia que vai desde Ciudade Del Leste até muito próximo de Assunción, capital do país fronteiriço. “Quando for feito este complemento, e tiver fibra óptica da fronteira até Assunción, poderemos nos conectar. A Copaco vai interligar as fibras”, detalhou Coimbra. Ainda não há prazo para que esta extensão seja construída.

No caso da Venezuela, já há uma interconexão física, mas a rede ainda não é utilizada pela Telebras, mas pela Eletronorte e pela TIM. Agora, com a chegada do linhão de energia de Tucuruí a Manaus, a ideia é que a estatal brasileira avance em um acordo para chegar à fronteira com a Venezuela, onde poderá se conectar com a rede da CanTV. As negociações com a Bolívia não avançaram.

Para o Minicom, um dos benefícios do projeto é a criação da conexão entre os países sul-americanos por redes estatais, de forma que diminui a dependência das (poucas) redes privadas que conectam os países da região diretamente.

Ainda, ao diminuir o uso dos cabos submarinos internacionais, notadamente os que seguem para os Estados Unidos, o custo da comunicação também diminui. Além disso, a criação do anel óptico sul-americano faz com que todos os países tenham acesso a diversas saídas pelo Pacífico e não dependam tanto das saídas do Oceano Atlântico. “Isso aumento a competição e força a queda dos preços”, salienta o diretor.

Por último, mas não menos importante – especialmente na era pós Snowden -, o projeto de infraestrutura de redes de fibra óptica conectando os países da América do Sul diminui a exposição dos dados a “ambientes hostis”, como classificou Coimbra. Ou seja, é um ganho também em segurança para os usuários.

O departamento de infraestrutura da Fiesp fez um vídeo explicativo sobre o projeto

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1 Comment

  1. vagner
    18 de Maio de 2014

    Ou seja, a maioria dos paises sulamericanos se beneficiam com a expansão brasileira. E ainda tem maluco como Evo Morales contra o Brasil kkkkk