Foto: Marcius Vitale

A Eletropaulo concluiu o enterramento da rede elétrica em 13 ruas – equivalente a 4,2 quilômetros – na Vila Olímpia, na zona sul de São Paulo. A obra recebeu investimento de R$ 21,5 milhões.

O projeto contemplou as ruas Pequetita (entre as ruas Ramos Batista e Funchal); Gomes de Carvalho (entre a alameda Vicente Pinzon e a estação Vila Olímpia da CPTM); Olimpíadas (entre as ruas Ramos Batista e Gomes de Carvalho); Funchal (entre a rua Pequetita e avenida dos Bandeirantes); avenida Chedid Jafet (entre a Pres. Juscelino Kubitscheck e a rua Funchal), rua Coliseu (entre a rua Funchal e edificações existentes); alameda Vicente Pinzon (entre rua Olimpíadas e avenida dos Bandeirantes); rua Raja Gablagia (entre rua Gomes de Carvalho e avenida dos Bandeirantes), rua Tenerife (entre a rua Gomes de Carvalho e avenida dos Bandeirantes), Cardoso de Melo (entre a alameda Vicente Pinzon e Marginal Pinheiros); Beira Rio (entre as ruas Gomes de Carvalho e Cardoso de Melo), além da avenida dos Bandeirantes (entre a alameda Vicente Pinzon e a Marginal Pinheiros) e do trecho entre a avenida dos Bandeirantes e a avenida Pres. Juscelino Kubitscheck da Marginal Pinheiros.

A conclusão da instalação da rede subterrânea é a primeira etapa do projeto de limpeza da fiação aérea na cidade. A próxima fase, que é a remoção dos postes das vias, depende da retirada dos fios e cabeamentos das operadoras de telecomunicações (telefonia, internet e TV a cabo), iluminação pública e engenharia de tráfego, que estão fixados neles.

“A Eletropaulo só poderá retirar definitivamente os postes quando as demais redes aéreas forem também enterradas ou suprimidas”, diz a elétrica.

Em sua rápida passagem pela prefeitura de São Paulo, João Dória (PSDB) não tentou reverter liminar que suspendeu decreto do prefeito anterior, Fernando Haddad (PT), e que determinava o enterramento de 250 Km de redes por ano. No lugar, assinou em agosto de 2017 parceria com a Eletropaulo para o enterramento de fiação em alguns pontos escolhidos pela prefeitura – como ruas da região central, da Vila Olímpia e do entorno do Mercado Municipal – sem planos de expansão da política para outros bairros.

A parceria entre Eletropaulo, Prefeitura de São Paulo e empresas de telecomunicações foi chamada à época de Cidada Linda Redes Aéreas, mas poucos meses depois já havia sido rebatizada como SP Sem Fio.

Mercadão e centro

O enterramento no entorno do Mercado Municipal, na região central de São Paulo, vai afetar 40 vias, totalizando 9 quilômetros de rede. Entre elas estão a Avenida Cásper Líbero e as ruas Cantareira, Paula Souza, Barão de Duprat e do Carmo. Com conclusão prevista para 2019, essa obra custará R$ 29,4 milhões à Eletropaulo.

No Centro de São Paulo, a elétrica já havia enterrado seus fios, mas não retirou postes por esperar o remanejamento das operadoras e da prefeitura (iluminação pública e engenharia de tráfego) Esse trecho contempla 117 ruas (total de 52 quilômetros), incluindo a Alameda Santos e as ruas Frei Caneca, Maria Antônia, José Paulino e do Gasômetro.

As operadoras, no entanto, reclamam da retirada. Alegam que os postes são a forma mais econômica de prover cobertura de serviços na cidade. Mas dizem que vão cumprir o acordo até 2019, como era previsto.