Eletronet firma acordo com credores e pode sair da falência


A empresa, que acumulou caixa nos últimos 12 anos, já começou a pagar os passivos trabalhistas. Mas para voltar definitivamente à ativa terá que pedir novamente autorização à Anatel para mudança de controle, negada, em reunião de agosto passada, porque estava em massa falida. A empresa, que hoje pertence à LT Bandeirante Empreendimentos (antiga AES Bandeirante) quer ser controlada pela canadense Contém Canadá, quem de fato sempre mandou na operação.

shutterstock_ gui jun peng_Infraestrutura_concessionaria_operadora_posteApós 12 anos de idas e vindas, finalmente a Eletronet, que tem como sócios a Eletropar, controlada da Eletrobras, e a LT Bandeirantes, conseguiu fechar um acordo com seus principais credores, entre os quais se destacam os fornecedores de tecnologia Alcatel-Lucent e Furukawa. O acordo, conduzido pela síndica da massa falida, Renata Vilela Multedo, foi firmado no final de dezembro do ano passado dentro do próprio processo de falência.

Os credores confirmam o acordo, mas não informam de quanto foi o desconto, nem em que prazo vão receber o que a Eletronet acordou pagar. “Não podemos falar sobre o acordo”, informa um dos executivos envolvidos na negociação. Mas o pagamento do passivo trabalhista, que já começou a ser feito, e o acordo com os credores vai permitir à Eletronet muito provavelmente sair da falência.

O milagre para a recuperação da Eletronet, de acordo com fontes ligadas aos credores, é que a empresa, mesmo sob falência, continuou a operar e acumulou recursos que, agora, já começam a ser usados para os pagamentos. A Assembleia de Credores, realizada em 15 de dezembro, definiu os termos do acordo, estabelecendo que os passivos trabalhistas seriam pagos à vista com correção monetária.

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