Edital para licitação de VoIP da Prodesp sai até o final do ano


Apenas em 2013 o governo paulista gastou mais de R$ 110 milhões com telefonia. Licitação pretende centralizar gestão do STFC e reduzir custos com chamadas, video e áudio conferência em todos os órgãos.

A Prodesp, companhia de processamento de dados do estado de São Paulo, pretende lançar o edital para contratação de novos fornecedores de telefonia fixa até o final deste ano. Os serviços serão usados para atender toda a demanda do governo no estado. A empresa realizou ontem, 15, em São Paulo, a audiência pública final com empresas interessadas e órgãos do governos que serão beneficiados, onde detalhou a proposta.

Nas próximas semanas a Prodesp pretende concluir os estudos que vão mensurar o tamanho da migração. A intenção é sair da telefonia tradicional e adotar o VoIP, com direito a videoconferência. Atualmente o estado paulista tem suas necessidades de telefonia atendidas por diferentes empresas. Cada órgão realizou licitações e conta com fornecedor próprio. Em 2013 os gastos do governo de São Paulo com STFC alcançava os R$ 110 milhões.

Segundo Guilherme Jorge Lourenção, gerente de infraestrutura e conectividade, vinculado à diretoria de operações, da Prodesp, a licitação vai trazer dois grandes benefícios: o primeiro será a redução dos gastos com telefonia fixa (o tamanho da economia ainda está em análise); o segundo será centralizar a gestão dos serviços telefônicos. “A Prodesp será a gestora, enquanto os órgãos seão signatários. Quem aderir, ao receber o serviço, também receberá as faturas e se responsabilizará pelo pagamento”, explica.

A intenção da Prodesp é aproveitar a rede de dados do governo estadual, a Intragov. O tráfego VoIP e em vídeo seria adicionado a essa rede, que já é usada há 17 anos e atualmente é fornecida pela Telefônica. De grande capilaridade (chega a cerca de 16,7 mil pontos), a Intragov alcança todos os órgãos do estado, desde a administração central a delegacias, escolas etc. “A Intragov é um dos pilares do projeto, queremos usá-la para facilitar a chegada aos locais mais longínquos do estado”, observa Lourenção.

A licitação deverá ter dois lotes. Um para a entrega dos troncos para saída de telefonia, e outro para os serviços que permitirão a integração com a Intragov.

O estado quer que a empresa responsável pelo primeiro lote crie um sistema baseado em servidores centralizados de comunicação, que atenda a critérios de segurança, conectividade, entrega de serviços de mídia, controle de chamadas, gere CDRs, gerencie usuários e controle contingências. Neste lote, a licitação prevê entrega de equipamentos como gateways, tronco SIP, terminais de voz, PABX em nuvem, data centers, entre outros. Deverá ter gestão centralizada, suportar IPv4 e IPv6, recursos de criptografia e antifraude, com arquitetura escalável.

Já o segundo lote contempla o STFC centralizado, que concentrará as chamadas de entrada e saída, interconectando-se ao sistema do lote um. O sistema deverá emitir relatórios diários de tráfego, ter sistema antifraude, identificação de originador, oferecer telefonia em nuvem, sistemas móveis e áudio conferência. Terá, também, um portal de relacionamento com o cliente. As empresas, em ambos os lotes, deverão, ainda, entregar o treinamento da equipe técnica que ficará responsável.

Para o lote um, a Prodesp propõe um modelo de pagamento mensal, fixo, com custos adicionais para atendimentos eventuais de alteração dos serviços. Já no lote dois, a tarifação deverá ser feita com base no tráfego de chamadas de saída e de entrada a cobrar, por unidade – semelhante ao STFC tradicional.

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