É hora de mudar a Lei de TV a cabo?


O Congresso da ABTA 2007 foi mais uma vez palco para as divergências entre os representantes das telcos e operadoras de TV paga.Enquanto umas reivindicam o direito de poder oferecer todos os tipos de serviços, outras reclamam da excessiva concentração de meios que estaria ocorrendo no país. Enquanto o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, …

O Congresso da ABTA 2007 foi mais uma vez palco para as divergências entre os representantes das telcos e operadoras de TV paga.Enquanto umas reivindicam o direito de poder oferecer todos os tipos de serviços, outras reclamam da excessiva concentração de meios que estaria ocorrendo no país.

Enquanto o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, defendeu a necessidade de atualização da atual lei de TV a cabo, que impede que essas operações sejam controladas pelo capital estrangeiro ou adquiridas por concessionárias de telecomunicações, o presidente da Net, Fernando Valim, e o presidente da Globosat, Alberto Persegueiro, defendiam a sua manutenção. "Na verdade, espero que a lei seja respeitada", afirmou Valim. Persegueiro assinalou que essa lei foi fruto de um amplo acordo entre diferentes segmentos da sociedade e que os princípios que nortearam esse acordo continuam válidos.

Já o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, assinalou que a potencialidade do mercado brasileiro para a oferta de serviços triple play (voz, dados e vídeo) é muito maior (cerca de 30 milhões de clientes) do que a cobertura oferecida pelas operadoras de TV por assinatura e, por isso, não deveria haver impedimentos regulatórios para as telcos oferecerem esse serviço. "A rede de banda larga ainda tem que ser construída no Brasil", assinalou.

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