Dura-Line vai investir US$ 3 milhões em fábrica de microdutos


portal-telesintese-microvalaA decisão de investimento já foi tomada e a nova unidade vai ser implantada no ano que vem, na fábrica de Itupeva (SP) da Dura-Line, fabricante de tubos e conexões. Vão ser investidos US$ 3 milhões para a construção de uma linha para fabricação de microdutos para microcabos para telecomunicações e energia, para serem utilizados em obras de infraestutura urbana. De acordo com o diretor de Negócios da Dura-Line Brasil, Luiz Henrique Cury, a microtecnologia abre uma nova área promissora para a empresa, frente a necessidade de novas soluções para reduzir o impacto no trânsito e na vida das cidades das obras de infraestrutura. “Além da redução do tempo de intervenção da obra e do impacto urbano, a microtecnologia apresenta uma redução de custos significativa”, disse ele, ao participar, na semana passada, do Encontro Provedores Regionais de Bauru, em São Paulo, promovido pela Bit Social com apoio da Momento Editorial.

Para testar a nova tecnologia, a Dura-Line já realizou três trials no Brasil: um em Alinhos, no interior de São Paulo; um segundo em Minas Gerais; e um terceiro no bairro do Cambuci, em São Paulo. Os resultados do primeiro teste já foram consolidados e indicaram uma economia de custos de 36%, que podem chegar a 50%, segundo Gustavo Candolo, gerente de suporte técnico de vendas da Prysmian, que se prepara para fabricar microcabos no Brasil. Ao contrários das profundas valas tradicionais, os microdutos são enterrados em microvalas com um a três centímetros de largura e de dez a 30 centímetros de profundidade. “Depende da quantidade de microdutos colocados”, explicou Cury.

Candolo, da Prysmian, diz que a empresa já tem tudo pronto para começar a fabricar microcabos no Brasil, em sua fábrica de Sorocaba (SP). “Falta apenas a Anatel estabelecer os critérios para a homologação dos produtos, o que deve acontecer até março”, informou. Nos últimos dois anos, um grupo de trabalho envolvendo fabricantes, pesquisadores e representantes de órgãos de governo trabalhou na definição do conceito e especificação das novas tecnologias de microcabos, microdutos e microvalas. “Todo o trabalho, sob a coordenação do CPqD, já foi concluído. Agora dependemos só da Anatel”, disse ele. Outros, menos otimistas, esperam que a homologação dos microcabos comecem em junho de 2016 http://www.telesintese.com.br/homologacao-de-microcabos-em-junho-de-2016/. O que vai abrir um novo tempo para a paisagem urbana.

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