Dólar alto fez brasileiro priorizar smarpthone nacional


Cenário é preocupante, porém, segundo a Abinee. A associação ressalta que a variação cambial também beneficiou outros países com os quais o Brasil compete e cobrou políticas para aumento da produtividade.

A valorização do dólar no primeiro trimestre do ano impactou de forma positiva os fabricantes locais de smartphones, segundo Humberto Barbato, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). No período, houve queda na importação de smartphones em 51%, o que, segundo ele, não representa desaquecimento deste mercado.

“As vendas de smartphone no Brasil continuam de vento em popa. Hoje, 95% das vendas de celulares são de smartphones. A alta do dólar levou a menor importação, mas o resultado foi aumento da produção dos aparelhos pela indústria local. Os consumidores estão priorizando o produto local”, frisou. Também contribuiu para o aumento os investimentos em marketing por parte das empresas para vender os modelos feitos aqui.

Ele, no entanto, não vê muitos motivos para comemorar. As vendas para o mercado interno cresceram, mas as exportações caíram 10,6%. “Vejo com preocupação a diminuição nas exportações dos aparelhos, que se deveu ao fechamento de diversos mercados para os produtos brasileiros nos últimos anos”, afirma.

Barbato ressalta ainda que a indústria não deve se escorar nestes resultados, que podem ser temporários. Nesta segunda-feira (27) o dólar comercial fechou em baixa de 1,13%, a R$ 2,92. “O câmbio não é suficiente como política para aumentar as exportações por si só porque, lamentavelmente, o dólar se valorizou em relação a moedas de outros países com que o Brasil compete”, lembra.

Nova diretoria
A Abinee empossou hoje, em São Paulo, o novo conselho de administração. Os novos integrantes ficam à frente da instituição até 2018. Neste ano, foi criada a figura do presidente executivo, cargo para o qual Barbato foi escolhido pelo conselho. A presidência do conselho passou a ser ocupada por Irineu Govêa, tabém executivo da Itautec.

Na posse, Gôvea cobrou cuidado do governo federal ao realizar o ajuste fiscal. “O ajuste não pode perder de vista o apoio à produção local, à exportação a ao aumento de empregos. É preciso investimentos em pesquisa e inovação para darmos um salto de produtividade”, cobrou.

Govêa se disse satisfeito com a aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei que amplia a possibilidade de contratação de funcionários terceirizados, inclusive em atividades fim de uma empresa. “Vamos continuar atuando para que o projeto da terceirização seja aprovado com está no Senado”, disse. Ao Tele.Síntese. A Abinee não tem estimativas, porém, de quanto a medida pode beneficiar, financeiramente, a indústria elétrica e eletrônica.

Assumem as vice-presidências da Abinee, para o mesmo mandatos, Ricardo Lamenza (Siemens), Gilberto de Almeida Peralta (General Electric), Rafael Paniagua Merchán (ABB), Aluizio Byrro (Nokia Solutions and Networks), Antonio Hugo Valério Junior (Hewlett-Packard), Harry Schmelzer Junior (WEG), Regis Sell Haubert (Exatron), Ricardo Vinhas Correa da Silva (Orteng), Wilton Ruas da Silva (Oki) e Yong Ho Lee (Samsung).

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