Dois anos de regulação, e o MVNO não deslancha no Brasil.


As razões que impedem que o operador móvel virtual  cresça no Brasil são a bi-tributação; metas de qualidade e até excesso de competidores no celular.

 

Já se passaram dois anos desde que a Anatel definiu as regras para o ingresso do MVNO (operadora móvel virtual) no mercado brasileiro, iniciativa que tem dado certo em diferentes países.

 

Aqui, no entanto, este novo prestador de serviço não apareceu. Com as honrosas exceções da Porto Seguros, que lançou seu serviço no início deste ano, e a Datora, que vai se lançar como MVNO no mercado M2M (machine to machine) no final do ano, ambas na rede da TIM, não houve durante todo este tempo qualquer outra movimentação neste segmento.

 

As causas para este pouco interesse são diversas, arriscam  analistas presentes no Futurecom. Para o consultor e ex-presidente da TIM, Mario Cesar Araujo, um dos problemas pode ser o fato de a regulação da Anatel exigir que o MVNO (credenciado ou autorizado) responda pela qualidade do serviço prestado assim como os atuais operadores de celular, o que pode estar afastando empresas que não são do setor, como os varejistas.

 

Para Luis Minoro, da Promonlogicalis, há o problema da bi-tribuação, que para ele não é o pior entrave, tendo em vista que o comércio também atua no atacado e varejo, já acostumado com a dupla tributação em seu segmento.

 

Já para André da Silva Telles, da TIM Brasil, outra razão pode ser a baixa penetração dos smartphones no mercado brasileiro, o que dificulta o desenvolvimento de aplicativos para os MVNOs.

 

A fabricação de smartphones de baixo custo, por sinal, está em linha com a Positivo, que irá anunciar no dia 29 de novembro o lançamento de seus três aparelhos, fabricados com os incentivos fiscais (redução de IPI) e isenção de PIS/Cofins da recente lei 12.715  sancionada por Dilma Rousseff.

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