Divisão de carriers no Brasil não será afetada por medida dos EUA, diz Huawei


A subsidiária da Huawei no Brasil afirma que a prestação de serviços para operadoras (carriers) e empresas não será afetada pelo banimento do governo dos Estados Unidos.

O presidente daquele país decretou, na última semana, intervenção sobre as compras das operadoras e vendas de fornecedores locais de TICs ao resto do mundo, proibindo a aquisição ou venda de tecnologia para empresas de países “adversários” dos EUA. Ao mesmo tempo, o Departamento de Comércio dos EUA colocou a Huawei na lista de ameaças à segurança nacional. Juntas, as duas medidas significam o banimento da fabricante do território norte-americano.

Os fornecedores de componentes eletrônicos estão proibidos de vender para a empresa chinesa a menos que obtenham uma licença do governo americano. A Huawei é uma das três maiores vendedoras de equipamentos e sistemas de telecomunicações no Brasil, ao lado de Cisco, Ericsson e Nokia. Mas diz que não haverá reflexos localmente.

“Os serviços prestados pela companhia no país para operadoras e empresas não serão afetados. A performance da Huawei Brasil no setor de TIC é bastante sólida e a empresa tem orgulho de fazer parte da história do desenvolvimento das telecomunicações brasileiras, trabalhando em colaboração com operadoras fixas e móveis, empresas, associações e governos. Há mais de 20 anos no Brasil, a companhia é uma peça-chave na transformação digital local”, afirma a companhia, em nota ao Tele.Síntese.

A empresa ressalta que também o retorno ao mercado brasileiro de smartphones – as vendas da linha P30 foram retomadas aqui na última semana – não será imediatamente afetado pelo corte de relações com o Google e Qualcomm.

“A Huawei continuará a oferecer atualizações de segurança e serviços pós-venda para todos os smartphones e tablets Huawei existentes, incluindo aqueles que foram vendidos e os que estão em estoque globalmente”, reiterou, reproduzindo comunicado semelhante ao que já havia divulgado globalmente.

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