Vivendi descarta separar mídia e telecomunicações


 

A gigante francesa de mídia e telecomunicações Vivendi está abandonando a ideia de dividir os negócios de mídia e telecomunicações. Um dos motivos para isso seria a necessidade de manutenção de seu rating de crédito, conforme explicou o CFO da companhia, Philip Capron, durante a apresentação do balanço da Vivendi para o primeiro semestre. A Standard & Poor’s recentemente incluiu a Vivendi na lista de empresas sendo avaliandas negativamente (negative watch).

De acordo com Capron, a maior dificuldade em dividir a companhia em duas de mídia e telecomunicações estaria a alocação da dívida líquida de 14,1 bilhões de euros entre elas. As empresas de mídia não toleram alto nível de endividamento e, se toda a dívida ficasse com telecomunicações o setor teria menor avaliação de crédito.

 

Mas as preocupações com a avaliação de crédito não impediriam a companhia de vender ativos. Isso porque a Vivendi precisa manter uma política de dividendos adequada a seus acionistas e a venda de ativos seria uma forma de fazer isso acontecer. Segundo especialistas, a GVT, a Activision e a Maroc Telecom seriam as opções mais óbvias.

A receita da GVT alcançou 853 milhões de euros, alta de 25,1% em comparação com o primeiro semestre de 2011 e de 31,4% em moeda local. Excluindo o impacto de uma mudança na política de ICMS (VAT), as receitas aumentaram 42% em moeda local. A receita com o serviço de banda larga cresceu 16,7% e com serviços de voz 26,2% no primeiro semestre do ano em comparação com o mesmo período de 2011. (Da redação, com agências internacionais).

 

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