Disputa pela 3G deverá durar dois dias e terá ágio


Amanhã, 18, a partir das 10 horas, a Anatel irá abrir as propostas de compra de quatro bandas de freqüências de terceira geração da telefonia celular para todo o país. Dividida em 36 lotes e 11 áreas de prestação do serviço, a licitação, cujo preço mínimo estipulado pela agência é de R$ 2,859 bilhões, deverá …

Amanhã, 18, a partir das 10 horas, a Anatel irá abrir as propostas de compra de quatro bandas de freqüências de terceira geração da telefonia celular para todo o país. Dividida em 36 lotes e 11 áreas de prestação do serviço, a licitação, cujo preço mínimo estipulado pela agência é de R$ 2,859 bilhões, deverá durar dois dias, já que a expectativa do mercado é de que haverá ágio para algumas das licenças e, após abertos os envelopes com as ofertas iniciais, a elevação do preço deve ser feita de viva-voz, por cada participante.

Oito grupos entregaram suas propostas – Brasil Telecom Celular, Claro, CTBC Celular, Nextel, Telemig Celular, Tim Celular, Oi, e Vivo – prometendo surpresas e acirradas disputas por algumas regiões. Das quatro bandas, três, a princípio, serão arrematadas pelas operadoras nacionais de telefonia móvel – Vivo, Claro e Tim -. A Oi, além de comprar as bandas para a sua região, irá também querer as freqüências da capital e do interior do estado de São Paulo.

A surpresa virá com a Brasil Telecom Celular, que, além de desejar arrematar as freqüências da região onde atua (a Centro-Sul), deverá oferecer proposta para pelo menos a capital paulistana já que, pelas regras do edital, a operadora não pode consolidar a aliança com a Oi para ingressar nesse mercado. 

Para se precaver, pois a Vivo ainda não assumiu o controle da operação, a Telemig Celular também entrou no leilão para a freqüência de Minas Gerais, tornando-se, assim, a quinta competidora para quatro bandas nesse lote.
 

As freqüências da região da CTBC (algumas cidades de Minas Gerais, como Uberlândia e Uberaba; de Goiás e de São Paulo, como Franca), a exemplo do leilão das sobras do SMP, ocorrido em setembro, deverão ter uma disputa acirradíssima, com ágios bem elevados, porque também serão pelo menos cinco empresas a disputá-las.

A expectativa de todos é conhecer a estratégia da Nextel. Há quem aposte que a atual operadora de trunking vá mesmo disputar no mínimo a capital de São Paulo (mesmo com a obrigação de também estar presente em cinco estados da região Norte), o que jogaria ainda mais para cima os ágios destas freqüências. Mas há quem entenda que a Nextel vai disputar apenas as pequenas regiões – a área mineira da CTBC ou as duas cidades do Paraná também exploradas pela operadora municipal, Sercomtel, que não entrou na disputa. Mesmo se for essa a opção da empresa, também haverá elevado ágio, já que pelo menos cinco operadoras também precisam dessas licenças para ter uma rede nacional.

Lance
O primeiro lance, porém, deverá ser arrematado rapidamente. A primeira banda  a ser vendida, referente aos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe, é a banda J, que interessa apenas à Vivo, porque está vinculada à freqüência de segunda geração comprada pela empresa em setembro passado. A segunda banda, a F, poderá ter disputa de preço, já que é a de maior capacidade (30 MHz). Em seguida, serão colocadas à venda as banda G e I (cada uma com 20 MHz). Após a conclusão deste lote, serão vendidas as freqüências sobre a região Centro-Sul do país. Em terceiro, virão as freqüências da capital paulista e região norte; e, em quarto, as do interior de São Paulo e alguns estados do nordeste.

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