Dinheiro da venda da PT ficará no caixa da Oi


A Oi espera que o dinheiro da venda da PT- 7,4 bilhões de euros – entre nos cofres da empresa no segundo trimestre deste ano. Falta apenas a aprovação das agências reguladoras de Portugal para que a venda para a francesa Altice se concretize. Segundo o CEO da Oi, Bayard Gontijo, em conferência com os analistas hoje, 27,  o “dinheiro ficará em nossas mãos” para que possam ser tomadas as melhores decisões sobre a sua aplicação. Insistiu que a meta da empresa continua ser a de reduzir o custos ou acabar com “a queima de dinheiro”, como ele diz, para aumentar a flexibilidade financeira da empresa. Mas assinalou que as iniciativas não “deixarão o negócio faminto”.

Venda de novos  ativos

Bayard disse ainda que a Oi tem entre 500 mil a um milhão de torres que podem ser comercializadas, mas a empresa está estudando o melhor momento para isto. Além disso, lembrou que a concessionária  conta com os ativos da África para serem vendidos (em Angola e no Timor do Leste) e o executivo acredita que no segundo semestre deste ano essas vendas estarão concluídas.

Embora Gontijo acredite que a consolidação do setor traga mais benefícios para as empresas e o mercado brasileiro, este tema praticamente desapareceu do discurso da companhia. E também dos bancos e analistas, que fizeram apenas uma pergunta sobre este assunto, durante a conferência em inglês. “Continuo achando que é positiva, se ela ocorrer”, disse ele, ao se referir à consolidação do setor.

Para o executivo, o primeiro trimestre deste ano já irá trazer resultados positivos no cash flow da Oi, principalmente devido aos cortes de custos e despesas.

Desvalorização do real

A desvalorização do real não irá afetar os números da empresa, pois a Oi não está exposta a outra moedas, afirmou. Além de ter cobertura completa às dívidas em dólar (hedge), os contratos com os fornecedores podem ser revistos, se o real continuar desvalorizando. Como o mercado está  em um período muito volátil, Bayard quer aguardar por mais um mês para se posicionar sobre a questão.

Conforme Gontijo,  o valor da  programação para a TV por assinatura é o mais afetado com a variação do real, e, segundo ele, no trimestre passado houve um impacto de R$ 10 milhões a mais no Opex. Há também contratos em dólar de satélite e cabo submarino da Globonet, mas que ainda não afetaram diretamente o desempenho da empresa por conta da desvalorização do real.

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