Deustche Telekom: greve e perda de lucro


Os funcionários da Deutsche Telekom (DT), a maior empresa de telecomunicações da Europa, entraram em greve hoje, 11 de maio, em represália ao remanejamento de 50 mil postos de trabalho para uma empresa de prestação de serviços. Em alguns estados da Alemanha estima-se que cerca de 10 mil empregados não compareceram ao trabalho, ocasionando grandes …

Os funcionários da Deutsche Telekom (DT), a maior empresa de telecomunicações da Europa, entraram em greve hoje, 11 de maio, em represália ao remanejamento de 50 mil postos de trabalho para uma empresa de prestação de serviços. Em alguns estados da Alemanha estima-se que cerca de 10 mil empregados não compareceram ao trabalho, ocasionando grandes esperas e fornecimento limitado de serviços, como forma de protesto contra o remanejamento, que prevê jornada semanal de 38 horas, em vez e 34 horas atuais, cortes salariais.

Esta que é a primeira greve da história da DT, que acontece logo após a companhia ter anunciado o pior resultado financeiro trimestral desde sua privatização, há 12 anos. De janeiro a março deste ano a empresa perdeu 588 mil clientes na área de telefonia, e registrou queda de 42,2% em seu lucro líquido, que somou € 459 milhões, contra € 1,09 bilhão no mesmo período do ano passado. Analistas do mercado haviam previsto lucro de € 773 milhões para este trimestre. A principal razão apontada para os maus resultados foi a forte concorrência no mercado alemão, no qual mais de meio milhão de clientes migraram para concorrentes com tarifas mais baixas em telefonia fixa.

Apesar da queda nos lucros, as vendas cresceram 4,1%, somando € 15,45 bilhões, contra € 14,84 bilhões no ano anterior. Isso se deve, em grande parte,  ao aumento da demanda interna por banda larga, e ao crescimento da T-Mobile, unidade de telefonia móvel da DT, que vem ganhando clientes na Europa e nos EUA, onde começou a competir com a Sprint Nextel e Cingular AT&T. O presidente da DT, René Obermann espera aumentar o faturamento da empresa para € 19 bilhões este ano, e € 4,7 bilhões de redução nos custos da empresa até 2010.

(Da Redação, com noticiário internacional)

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