Despesas não recorrentes afetam desempenho da Telemar


O grupo Telemar fechou o primeiro trimestre do ano com uma receita líquida de R$ 4 bilhões; receita bruta de R$ 5,8 bilhões e lucro líquido de R$ 144,5 milhões, desempenho bem inferior ao último trimestre do ano, quando o lucro líquido foi de R$ R$ 416,4 milhões, ou do mesmo período de 2005, quando …

O grupo Telemar fechou o primeiro trimestre do ano com uma receita líquida de R$ 4 bilhões; receita bruta de R$ 5,8 bilhões e lucro líquido de R$ 144,5 milhões, desempenho bem inferior ao último trimestre do ano, quando o lucro líquido foi de R$ R$ 416,4 milhões, ou do mesmo período de 2005, quando o lucro foi de R$ 193 milhões. Houve também queda no Ebitda (ganhos antes dos impostos, taxas, depreciação e amortização) e nas margens. O Ebitda do período foi de R$ 1,485 bilhão e margem de 36,6% contra R$ 1,684 do último período do ano passado (com margem de 38,4%) ou R$ 1,668 e margem de 41,7% em igual período de 2005.

Segundo o diretor financeiro e relações com os investidores da Telemar, José Luiz Salazar, o resultado foi afetado, principalmente, por duas altas despesas não recorrentes, lançadas no balanço. A primeira delas, no valor de R$ 33 milhões, refere-se à baixa nos estoques de aparelhos da Oi não comercializados  e a outra, no valor de R$ 34 milhões, refere-se ao provisionamento referente a obrigações com metas de qualidade de  anos anteriores. “Nós decidimos adotar uma postura mais conservadora frente  a possíveis multas que a Anatel possa nos impor”, explicou ele.

A empresa registrou receitas de R$ 2,953 bilhões com a telefonia local (queda frente ao desempenho do último trimestre); receita com longa distância de R$ 960 milhões; R$ 287 milhões com os orelhões; e R$ 582,5 milhões em comunicação de dados, desempenho melhor do que nos períodos anteriores. Salazar salientou que a receita com comunicação de dados foi 28,7% superior ao mesmo período do ano anterior. Ele destacou ainda o forte crescimento da banda larga Velox, que registrou receita de R$ 208 milhões, crescimento de 5,8% frente ao último período do ano passado.

A empresa fechou o trimestre com uma planta de 17 milhões de terminais, dos quais 14,7 milhões em serviço, um déficit entre o número de adições (532 mil linhas) e linhas desconectadas (645 mil). O acesso à internet banda larga somou 896 mil clientes, com uma adição líquida no trimestre de 91 mil linhas.

Oi

A operadora móvel encerrou o trimestre com 11,2 milhões de clientes (mais 8,5% sobre 4T05), liderando as adições líquidas do país (o churn caiu de 7% para 5,1%).  A Oi registrou uma receita operacional bruta de R$ 1 bilhão e receita líquida de R$ 751 milhões (-15,4 sobre 4T05 e mais 32,5% sobre 1T05), com prejuízo de R$ 28 milhões. Salazar salientou que esse prejuízo foi provocado pela baixa dos aparelhos obsoletos, e que esse resultado não pode ser comparado com o excepcional lucro da Oi do trimestre passado (mais de R$ 100 milhões),  motivado pelos ganhos fiscais advindos da incorporação da Pégasus. O ARPU médio atingiu R$ 17,9 no trimestre, inferior à conta média do trimestre anterior (de R$ 20,20).

Os investimentos do grupo nas operações fixas e móveis somaram R$ 441 milhões no período, em linha com a previsão de investimento de R$ 2,5 bilhões para o ano, dos quais 75% irão para a rede fixa (principalmente comunicação de dados) e 25% para a rede móvel. A dívida líquida do grupo atingiu R$ 5,863 bilhões, 3,6% menor à posição de dezembro de 2005.

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