Desoneração menor da folha de pagamento levará a demissões no setor de TI, diz Assespro


A Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional) e suas Diretorias Regionais divulgaram nota nesta sexta-feira, 26, em que se dizem frustradas com o resultado da votação das emendas ao PL 863/15 na Câmara dos Deputados, que modifica os valores das alíquotas incidentes sore a folha de pagamentos. Sobre o setor de TI, o texto prevê aumento na contribuição para a previdência social, que passa a ser de 4,5%, ante os 2% que vinham sendo praticados . A decisão ocorreu apenas um ano depois de ter sido aprovado uma alíquota menor em caráter ‘permanente’.

Para a Assespro, o governo federal agiu no Congresso, onde “concentrou seus esforços no objetivo de aumentar a sua arrecadação, incluindo o aumento da alíquota de contribuição previdenciária das empresas”. A entidade também acusa a existência de dois pesos, duas medidas, nas emendas aprovadas. “A negociação entre o Poder Executivo e o Legislativo durante a tramitação do Projeto de Lei, criou exceções para setores que sofrem alta concorrência internacional e para os que possuem dependência de seus recursos humanos. Ambos se encontram no Setor de TI”, defende.

A empresas afirmam que vão trabalhar para que o Senado reverta a decisão da Câmara. Sem não obtiver sucesso, afirma que haverá demissões no setor. “A participação das empresas e do capital humano nacionais será reduzida, justamente o contrário ao almejado pelo governo”, conclui. Outra entidade de classe, a Abinee, manifestou ontem sua insatisfação com a votação.

Anterior TV paga perde mais clientes em maio. Só grupo Telefônica tem aumento de base
Próximos Anatel aplicou R$ 4,67 bilhões de multas e só arrecadou R$ 800 milhões em 10 anos