Desoneração é “fundamental” para impulsionar vendas de smartphones


Os planos do governo para estender os benefícios fiscais já concedidos à produção local de PCs e tablets também aos smartphones é fundamental para impulsionar as vendas dos dispositivos no país. É o que afirma Michel Castaldelli, consultor da Ericsson, que assinala que o smartphone se tornou o principal desejo de consumo do brasileiro.

 

 “Os smartphones e a conectividade móvel vão impulsionar a inclusão digital”, disse Cataldelli em entrevista ao Tele.Síntese. “A desoneração é fundamental. É preciso ter mais modelos fabricados aqui para ter uma explosão na compra de dispositivos”. Ele lembra que, em muitos casos, a rede móvel é a única forma de acesso à banda larga entre a população de baixa renda.

 

De acordo com o consultor da Ericsson, já está difícil para as operadoras atenderem à demanda por banda larga móvel no país, e o fato do smartphone ter se tornado o principal desejo de consumo dos brasileiros apenas aumenta essa demanda. “O Brasil está muito sintonizado com o que está acontecendo no resto do mundo”.

 

Segundo pesquisa mundial da Ericsson divulgada recentemente, a internet é uma das últimas coisas que os consumidores estariam dispostos a desistir se tivessem que reduzir gastos, e o celular já se tornou tão presente na vida das pessoas que é mais provável que um usuário de smartphone carregue o aparelho consigo ao invés de dinheiro. “Praticamente não há diferença entre os consumidores brasileiros e os dos EUA, da Europa”, afirmou Cataldelli. “A globalização atingiu as telecomunicações”.

 

Serviços


Outra tendência destacada pelo consultor são os serviços corporativos e as conexões entre máquinas. “Saímos da comunicação tradicional”, afirmou, citando aplicações como saúde, energia e monitoramento de máquinas. “Serão 50 bilhões de conexões móveis em 2015, e boa parte disso será de comunicação entre máquinas”.

 

Para Cataldelli, esse tipo de serviço será uma importante fonte de renda principalmente para as operadoras, mas também atrai novos players do setor de TI e até o consumidor, que também pode desenvolver soluções para atender às suas demandas. “As operadoras lideram esse setor, mas não é uma área em que fazem tudo sozinhas, elas agregam soluções e serviços desenvolvidos por outros. E hoje, todo mundo pode virar um fornecedor de serviços”.

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