Desoneração da folha impediu maior demissão no setor eletroeletrônico


O presidente da Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletroeletrônica (Abinee), Humberto Barbato, considerou altamente positiva a desoneração da folha de pagamentos em alguns setores da indústria. Ele admitiu, porém, que a medida não foi suficiente para gerar empregos. “Mas pelo menos a indústria deixou de demitir”, ressaltou.

Barbato, que participou nesta quinta-feira (28) da primeira reunião de avaliação da desoneração da folha no Ministério da Fazenda, afirmou que, de um total de 1.250 foram beneficiadas com o recolhimento menor sobre a folha de pagamentos, o que representa 40% do setor. Ele disse que a avaliação, no entanto, ainda não é a ideal porque tem pouco tempo em vigor (desde agosto do ano passado), sem a existência de dados históricos para comparação.

O presidente da Abinee salientou que essa medida e o otimismo contumaz do empreendedor já foram captados na sondagem feita pela entidade no início do ano. A maioria das empresas entrevistadas revelou que os negócios ficaram conforme ou acima das expectativas, e ainda mostrou crescimento comparado com janeiro de 2012 para todas as áreas do setor.

A expectativa dos empresários é de que os níveis de emprego voltem a crescer. Em 2012, o setor criou 3 mil empregos diretos. Em 2011, esse saldo havia sido de 10 mil.

Os segmentos da indústria eletroeletrônica beneficiada com a desoneração da folha de pagamentos são: automação industrial; utilidade doméstica; geração, produção e transmissão de energia; material elétrico de instalação; e equipamentos industriais. A expectativa de Barbato é de que o benefício seja estendido a outros segmentos.

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