Design house começa atividade por chip de RFID


Joint venture entre a Semp Toshiba 970%) e a Toshiba Corporation (30%), a STI Semiconductor Design começa oficialmente suas atividades no dia 1º de setembro. Seu primeiro produto será o desenho de um circuito integrado para aplicações de RFID (radiofrequency identification), que deverá chegar ao mercado brasileiro e, depois, internacional no ano que vem. A empresa ainda não definiu onde o circuito integrado vai ser produzido. Tanto pode ser na Toshiba Corp., um dos grandes fabricantes mundiais de semicondutores, como em outra foundry.

Embora as atividades só comecem agora, Ricardo Freitas, vice-presidente administrativo-financeiro da Semp Toshiba, diz que o envolvimento do grupo, por meio da Semp Toshiba Informática, com o segmento de microeletrônica começou há cinco anos. A partir daquela época, a empresa começou a aplicar os recursos de P&D da Lei de Informática no desenvolvimento de projetos com o Instituto Von Brauer, de Campinas, com o objetivo de capacitar recursos humanos nessa área.

TV Digital

Como decorrência do acordo Brasil-Japão para o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), que adotou o padrão japonês ISDB, a Toshiba Corp. firmou, em 2010, um protocolo com a Semp Toshiba e o Instituto Von Brauer para montar uma empresa de projetos de chip no país. O Instituto acabou não entrando na composição da empresa.

O primeiro passo da montagem da design house foi o treinamento de 20 engenheiros, de 150 que se candidataram, que durante seis meses foram treinados em desenvolvimento de projetos de chips na unidade da Toshiba, em Kawasaki. A STI Semiconductor Design contratou cinco desses projetistas, mas o objetivo, segundo Ciro Rosa, diretor da nova empresa, é chegar a 30 especialistas.

Com investimentos de US$ 4 milhões, a design house vai atender tanto a demandas do grupo como do mercado em geral. Rosa diz que a empresa decidiu investir na identificação por radiofrequência como seu primeiro projeto de chip tendo em vista o seu amplo mercado, com um grande número de aplicações. Mas ele diz que é cedo para fazer qualquer projeção sobre demanda, e prefere não revelar o business plan da design house. Mas afirma: “O mercado brasileiro tem um grande potencial.”

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